domingo, 16 de maio de 2010

PERIGO!!! SABEDORIA EM EXTINÇÃO E EXCESSO DE INFORMAÇÃO NOS TRARÃO O CAOS!

Coluna Eduardo Aquino para o Jornal Super Notícias do dia 16/05/2010.


Em palestras vivo perguntando: “Se o mundo insiste em ter 24 horas, o ano 365 dias, o sol nascer no leste e se por no oeste, por que tanto estresse, depressão, ansiedade e pensação disparada?!?!”
Baseado nas sabedorias do meu avô “Zé Cocão” um sertanejo mineiro, pouco letrado, mas com uma sabedoria imensa – algo que não há escola ou faculdades que nos ensine – sabedoria esta que está em extinção já que seus pré-requisitos são:
1) TEMPO PARA OBSERVAR A NATUREZA: que dá origem a tudo que existe no universo e nos ensinaria como viver em harmonia com ela
2) CURIOSIDADE, “BOA ANSIEDADE” E “ANGÚSTIA CONSTRUTIVA”: É a matéria-prima da sabedoria! Tudo que hoje usamos como coisas banais: luz, eletricidade, alimentos, moradias e tudo mais; foram descobertas ou inventados por curiosos, observadores, ou ansiosos e angustiados que temiam a escuridão, a fome os fenômenos climáticos entre outras “invenções e produtos”. Assim sendo a curiosidade, aliada a “boa ansiedade” e “angústia construtiva” eram ingredientes essenciais de sobrevivência e transferências de CONHECIMENTOS de geração a geração.
3) EXPERIMENTAR A VIDA: Ora, desde o início dos tempos o ser humano avançava à medida que usava um método empírico: TENTAR e ERRAR, TENTAR, e ACERTAR e mais importante: APRENDER SEMPRE!!! Afinal imaturos são aqueles que nunca admitem seus erros e assim não evoluem! Por exemplo, esta geração “viciada” em ORKUTS, games, internets, celular, TVs, não está tendo um mínimo de sabedoria, não são mais artesanais, são pouquíssimo criativos, altamente dependente de pais, que os consideram “inteligentíssimo”, pois sabem tudo de tecnologia e informática e os desajeitados tecnológicos – a geração de pais e avós nem se arriscam a transferir a herança mais importante geração pós geração: O EXEMPLO, a SABEDORIA, o AFETO! Assim, a UNESCO (Órgão da ONU, que estuda cultura, educação, comportamento) nos alerta “A GERAÇÃO “Y” – os nascidos nos anos 80 – 90, é chamada de GERAÇÃO PERDIDA, por ser a pior geração segundo estudos científicos dos últimos 200 anos. Muito sexo, “balada”, bebida, drogas, INTERNET e absoluta falta de capacidade de batalhar profissionalmente, se independer mais cedo (hoje é comum filhos de 30 – 35 anos dependente dos pais) ter uma visão social, ideológica e construir um mundo melhor que nossa geração foi capaz de legar a eles. E se um dia, 400 hackers (“subversivos tecnológicos”) promoverem um “black-out” e ficarmos sem nossos computadores?!?! Digam-me: quem terá condições de sobreviver, caçar, buscar fonte de água e alimento nas grandes cidades?!?! Por isso a previsão de uma “GRANDE GUERRA TRIBAL” o dia que falir a grande bolha – o colapso do dólar ou o black-out tecnológico!!! Eu, aqui num novo Brasil (Tríplice fronteira GO, MS, MT) conseguindo implantar projetos sociais em educação pública, saúde pública, cultura e meio ambiente faço modestamente minha parte – e confesso não sentir a menor saudade de BH, Vitória, ou grandes cidades – numa região de 5.000 nascentes, uma fronteira riquíssima do agronegócio, onde se pesca, todos se conhecem, não há quase nenhuma violência, menor abandonado, inundações e estas tragédias cotidianas de grandes cidades. É meu ídolo “Zé Cocão”, você sabiamente estava certo quando dizia nos anos 70 “vocês vão ficar doidos”. Quarenta anos depois, eu psiquiatra, neurocientista confirmo sua profecia e criei até uma sabedoria. “Na matemática da vida: os maus subtraem, os espertos somam, os bons dividem, mas SOMENTE OS SÁBIOS MULTIPLICAM!!!
Ps. Coluna em homenagem ao ZÉ COCÃO de Abaeté, Dores do Indaiá.



sábado, 15 de maio de 2010

Como lidar com o irmão ciumento?



Muitas vezes, o ciúme vem da possessividade. No caso do irmão, o ciúme vem quando o irmão não confia na irmã. Geralmente, o ciumento é inseguro. Numa relação familiar, é importante falar ao ciumento sobre respeito e que o respeito passa pela privacidade de cada um O ruim da pessoa ciumenta é que, muitas vezes, os outros omitem dela os fatos, pois não sentem liberdade de comunicar-lhe o que está acontecendo; por receio de que ele se desentenda com o namorado da irmã e com os amigos. Todo ciumento vive numa constante tortura, por não confiar no outro, e está sempre buscando conferir e checar a atitude do outro. Isso é desagradável para o ciumento e para quem está submetido ao processo de ciúmes. O ciúme é sinal de imaturidade, desconfiança, ausência de segurança própria.
É necessário tentar sempre dialogar com esse irmão, tentar trazê-lo para perto e fazer alguns programas junto com o namorado da irmã, como ir ao shopping, a clubes, etc.. Assim, o ciúme pode ser quebrado e se pode transformar esse sentimento ruim em amizade e confiança mútua.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

REFLITA: SERÁ QUE VOCÊ TEM FÉ OU É SÓ UMA PESSOA RELIGIOSA

Coluna Eduardo Aquino para o Jornal Super Notícia do dia 09/05/2010


Crer em algo é tão antigo, quanto o surgimento da humanidade. É preciso acreditar em algo, até mesmo se isso significar não crê em nada!
Tem uma significativa parcela da humanidade que firmemente, ferozmente, radicalmente NÃO ACREDITA EM DEUS! Mas vejam, ACREDITAR significa “dar crédito a alguma coisa”, e CRÉDITO vem de crer! Então mesmos os ateus e céticos no fundo são CRENTES NA INEXISTÊNCIA DE DEUS!!!
Então são muito parecidos aos que de forma extremada tem uma FÉ CEGA em Deus! O único problema é que tanto os religiosos quanto os ateus não conseguem ter certeza, provar, confirmar a existência ou inexistência de Deus. Então vamos seguindo, vivendo querendo algo que nos tranqüilize, que nos garanta uma ETERNIDADE, onde descansaremos e reencontraremos as “almas” daqueles que amávamos em vida e desejamos reencontrar numa dimensão material! Ou para os céticos e ateus, finda a trajetória humana, virar o “NADA”! Quanto a mim, encantado que sou com as ciências naturais e humanas, vejo nas revelações que a matemática, a física, a biologia, a química, a presença de uma DIVINA e INENARRÁVEL FORÇA SUPERIOR uma infinita consciência que penetra na minha mente, no meu coração, inunda minha alma e que serenamente aceito como Deus!!! Pois a maneira como essa energia inexplicável “cientificamente”, penetrou minha essência no dia 06/03/94 e de maneira inexplicável, fazendo de mim até então um neurocientista “quase cético”, um homem de Fé; é uma história que de forma sutil ou íntima, algumas raras vezes me levaram a dar meu depoimento. Me tornei um raro cientista e simultaneamente um homem de Fé! MAS REAFIRMO NESTE ESPAÇO QUE ME PERMITE CORAJOSAMENTE ATESTAR PUBLICAMENTE: Fé não é sinônimo de Religiosidade!!! Ao contrário, muitas vezes pessoas que se dizem Religiosas (cheias de rituais, missas, cultos, rezas sem fim) tem comportamentos deploráveis: raiva, ressentimento, apego ao dinheiro, vaidades pueris, não perdoam, não acolhem os que sofrem, são indiferentes a pobreza e miséria de seus semelhantes! Atenção “falsos crentes de Deus”: Sejam católicos (e a crise da pedofilia hein?) evangélico ( e exploradores financeiros hein?) espíritas (e vaidosos e egoístas?): Cristo não criou Igrejas!!! Ele veio nos ensinar e doutrinar, e 2000 anos depois nem sua fala mais simples praticamos: “Amai-vos uns aos outros, como eu mesmo os amei”. Você que pode bater no peito e dizer sou católico, evangélico, espírita de fato” (portanto CRISTÃOS): você tem o perdão no coração? É desapegado de riquezas? Divide suas coisas? Está preparado para a morte de quem ama (filhos, pais, cônjuge)? Crê na “Boa nova” (ou EVANGELHO que é o significado desta expressão em grego) de um CRISTO RESSUREITO dizendo: “ A vida vale a pena (nossas penúrias do dia-a-dia, nossas penalidades e desafios diários) pois existe a CASA DO PAI e DESCANSO ETERNO”. Parabéns: você é Cristão! Preparado para morrer, para viver, para perder riquezas, para “perder” (na verdade devolver ao verdadeiro PAI) seu filho querido! É, meu leitor, é tão simples, tão fácil ter Fé, essa ENERGIA TRANSFORMADORA que nos conduz (em meio a um mundo inviável, decadente) a um caminho sereno, amoroso, desapegado: PAZ-DE-ESPÍRITO!!!.

domingo, 9 de maio de 2010

Se eu transar com meu namorado, como devo dizer a meus pais?

RELACIONAMENTO FAMILIAR

A sexualidade merece ser bem vista. Como pai, acho que seria ruim saber da transa de minha filha, depois de ela já ter transado. Acho que a sexualidade tem de ser discutida junto com a afetividade; amor e namoro devem preceder o ato. Acho que os pais poderiam até se sentir traídos em saber depois que a transa aconteceu.
Algumas questões devem ser consideradas. Por que transou? Foi só por causa da tesão? Havia maturidade para começar a transa? Foi feita a escolha certa do parceiro?
Sem maturidade física e psicológica, a pessoa pode vir a ter diversos problemas, como a frigidez, a maternidade indesejada, e ter de iniciar uma vida de casada sem a menor condição para isso. A comunicação com os pais deve ser antecipada. É importante os pais orientarem os filhos para o início da atividade sexual.
Quanto à forma de dizer, não há “macete”, é algo muito variável. Se os pais são amigos e compreensivos, a coisa “rola” bem. Se os pais são severos, autoritários, conservadores, seria importante o auxílio de uma pessoa intima dos filhos e dos pais (irmãos, tios, por exemplo) no sentido de intermediar a conversa. A meu ver, o pior é fazer escondido e depois ter surpresas desagradáveis.

sábado, 8 de maio de 2010

Que tipos de jogos você considera importantes em uma relação?



Eu diria que uma relação, para ser boa, não pode ter jogos, e sim, espontaneidade. Os jogos de culpa, de dó, de pressão, de ciúme, de autoritarismo são patológicos na relação. Uma boa relação se baseia na condição de falar e ouvir, na maturidade; quanto menor o volume de jogos, melhor será essa relação, porque ela deve se manter por si só. A relação se faz verdadeira, e importante a partir do momento em que experimentamos uma confiança mútua, um sentido de parceria, de cooperação.
É altamente saudável a gente ter uma vontade de estar sempre querendo se superar, se preparar para o parceiro, surpreender esse parceiro, ser criativo, trazer coisas novas, movimentar a relação. Isso, porém, não quer dizer “jogos” porque, toda vez que falamos “jogo”, inevitavelmente estamos colocando, junto ao conceito de jogo, o de competitividade, o conceito de que, para um ganhar, outro tem de perder. Acho muito interessante uma analogia que eu já ouvi; diz mais menos o seguinte: o casamento pode ser comparado a um jogo de tênis, que é um jogo tenso, em que cada jogador tem de defender o seu lado e, para um ser vitorioso, o outro deverá ser, necessariamente, um perdedor.
Então, melhor seria comparar o casamento a uma brincadeira de frescobol, aquela em que as pessoas têm que tentar manter uma parceria, de tal maneira que a bola não caia. Então, não é um jogo de um contra o outro, e sim é um tipo de esporte em que, se o outro se sai bem, eu também me saio bem. Sendo assim, existe uma cooperação, existe uma torcida mútua para que cada um seja capaz de exercer sua função. E concluo dizendo que “jogos” nunca são bem-vindos e devem até ser sempre evitados.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Por que nós, meninas, ficamos tristes e choramos por causa de um homem e os meninos arranjam outra com a maior facilidade?



Por que eles não sofrem como a gente?


É uma diferença de postura, que se deve a uma série de mecanismos culturais, de criação e condicionamento. O certo é que dizem que "uma paixão cura a outra", então os meninos buscam essa alternativa para não sofrer tanto. Esta é, por vezes, uma atitude de machismo tipo "homem não chora", por vezes é um mecanismo de defesa contra o sofrimento e o sentimento. Já as mulheres não se envergonham do próprio sentimento, e com isso se permitem ficar mais frágeis afetivamente, diante de frustrações como essa, de uma relação que não deu certo.

sábado, 1 de maio de 2010

Por que no mundo moderno é tão difícil compartilhar afeto?

Estamos inibidos afetivamente. Este século foi a era do racional, da Matemática, dos números, dos computadores, da tecnologia de ponta. A era do conforto externo. Desaprendemos a confiar uns nos outros. O sistema capitalista fez com que os espertos tivessem mais espaço do que os competentes, os talentosos. Com isso, houve uma distribuição errada da riqueza do mundo. Temos poucos privilegiados com uma condição de vida excepcionalmente boa, enquanto milhões morrem de fome.
Há uma inversão de valores. As pessoas estão muito ligadas ao material, à ilusão do ter, esquecendo-se de que a coisa mais importante do mundo é ser, é se relacionar, é partilhar e conseguir que o nosso semelhante viva tão bem quanto nós. Vivemos neste século a época do materialismo, da ilusão da riqueza e do conforto. O racionalismo e a vida corrida nos afastaram das pessoas de quem gostamos. Precisamos resgatar características mais humanas, de preocupação com o outro, de querer dividir e multiplicar. Quem se apega demais aos bens materiais são os mais infelizes, por temerem perder o que têm. Vivemos o grande paradoxo do século: quem tem dinheiro não está feliz, porque morre de medo de perder; quem não tem dinheiro não tem acesso à moradia, à educação, à saúde. Quem tem condição de comprar comida passa fome, porque quer perder peso. Quem está morrendo de fome não tem dinheiro para comprar comida. Quem é rico, mora atrás de muros enormes, com guarda-costas, com medo de seqüestro. Quem não tem dinheiro pode usufruir da liberdade de ir e vir. Ter e não ter, ser e não ser.
Está na hora de rever sistemas políticos, culturais, sociais, econômicos e religiosos. Está na hora de buscar um mundo mais justo, mais humano, onde tenhamos o afeto, o prazer, o sentimento. Chega de racionalismo, máquina e tecnologia, se isso não nos deixa mais felizes. No começo do século, uma em cada 100 pessoas tinha depressão ou ansiedade. Hoje, 48% da população estão sujeitos a esses quadros. Isso significa que o homem avançou por um lado e adoeceu por outro. As doenças ligadas ao stress, à ansiedade são ligadas ao afeto. É necessário valorizar nossa afetividade, para não continuarmos adoecendo física e psicologicamente.