quarta-feira, 7 de julho de 2010

Capítulo XI:Resumo das principais alterações psíquicas (Mentais) e Comportamentais

Neste capítulo busco partilhar com meus leitores a descrição e a classificação das alterações comportamentais.
Sei, por experiência própria, que há grande curiosidade – e grande desinformação – em relação ao comportamento humano. Para isso, contribui imensamente o crescente aparecimento de doenças mentais. Isto me fez refletir que este livro, embora seja escrito em linguagem simples e acessível, pode interessar também aos muitos profissionais de saúde que, de forma direta ou indireta, lidam diariamente com a mente humana. Assim, optei por usar o Código Internacional, citando as alterações e comentando e descrevendo as mais importantes e prevalentes.
É a parte mais técnica do livro e sugiro aos “impressionáveis” uma leitura mais rápida. Outro detalhe que já tive a oportunidade de perceber é uma “identificação” com os quadros descritos. Então, para evitar um autodiagnóstico alarmante, vale lembrar que todos nós temos medo, ansiedade, angústia e outros sentimentos e emoções que podem se confundir com os quadros descritos. Cabe ao profissional da área de saúde mental – e somente a ele – “separar o joio do trigo”.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Capítulo X - Continuação: Correlações entre Corpo/Cérebro/Mente

Também não podemos ser radicais ou ingênuos e achar que “tudo é psicológico”. Cabe ao bom profissional distinguir entre um problema de natureza orgânica ou física e uma queixa de fundo emocional ou psíquica.
No entanto, cada vez mais a OMS (Organização Mundial de Saúde) adverte: Não se deve ter uma postura de valorizar muito os sintomas, pedindo exames excessivos e prescrevendo sintomáticos – remédios para sintomas. É preciso investigar o ser humano que faz a queixa. Em outras palavras, mais importante do que a queixa “meu coração está disparando” é buscar conhecer a história, o perfil psicológico, as relações familiares e sociais do “dono do coração que anda disparando”. Talvez assim melhorem as relações curador/paciente e seja resgatado o papel humanístico e terapêutico dos médicos, psicólogos, religiosos, enfermeiros, dentistas, pedagogos.
Somos um mosaico genético, com boas e más heranças, virtudes e defeitos e temos que sobreviver em meio às diferentes estruturas familiares. Viemos de diferentes ambientes – família, país, cidade, bairro, rua. Somos parte de uma diversidade de ambientes sociais, políticos e econômicos, sofrendo constantes pressões profissionais e financeiras. Carregamos também em nossa bagagem as heranças étnicas ou raciais que, às vezes, determinam maior predisposição para doenças físicas ou psíquicas. E ainda temos de suportar o peso das nossas resoluções pessoais, o conjunto de decisões e ações que tomamos durante a existência e as conseqüências dessas escolhas sobre o nosso estilo de vida.
Assim, imagine o trabalho imenso do cérebro, do corpo e da mente, tentando nos dar equilíbrio e paz interior. Principalmente nos dias atuais, em que as mudanças ocorrem com uma rapidez vertiginosa e somos bombardeados por informações via satélite e via Internet o tempo todo. Não é à toa que estamos tão adoecidos, insatisfeitos e desequilibrados.
Esquematicamente, poderíamos dizer que o corpo reage errado (originando sintomas) a uma hiperativação cerebral (excesso de estímulos que ele tem que processar) a partir do excesso de atividade mental (síndrome da pensação) – principalmente diante do medo, culpa raiva, ansiedade, angústia, insegurança que invadem a mente, típicos de uma pessoa não serena e relaxada, sem uma fé e entrega espiritual. Ou ao contrário: A alma, via fé, abranda e acalma a mente que, relaxada, não sobrecarrega o corpo e as funções deste em constante equilíbrio.

Ausência da verdadeira fé > Mente congestionada (“pensação”) > Cérebro sobrecarregado (hiperativo) > Sintomas físicos (corpo sem saúde).

segunda-feira, 5 de julho de 2010

CAPÍTULO X:CORRELAÇÕES ENTRE CORPO/CÉREBRO/MENTE

Os avanços e a sofisticação da medicina fizeram surgir exames complementares capazes de dar acesso a detalhes de áreas do corpo humano que nunca haviam sido investigados. Surgiram as tomografias computadorizadas, ecografias, ultra-som, ressonância magnética, tomografia por emissão de pósitros (antimatéria) e ainda outros. Mas essa mesma sofisticação praticamente atropelou o raciocínio clínico., intuitivo, subjetivo do profissional médico, que passou de diagnosticador para analista de exames e se tornou totalmente dependente deles na sua prática cotidiana.
Bilhões de dólares são gastos desnecessariamente na busca obsessiva por diagnósticos que possam explicar as queixas crescentes da população, o que aumenta o custo com despesas médicas para o Estado, as empresas e os cidadãos. O mesmo estudo estima que nunca houve tantas queixas físicas e psíquicas para tantos exames normais, trazendo uma grande insatisfação do paciente em relação ao médico.
Será que investigamos exaustivamente células, órgãos, sistemas físicos, enfim o corpo, e temos dificuldade de investigar a mente e a alma? Será que estamos complicando o que é simples? De tão preocupados com quadros complicados e raros, parece que perdemos a competência e a humildade para diagnosticar quadros comuns. E são justamente eles que andam atrapalhando a existência de uma humanidade demasiado rápida, estressada, angustiada, insegura, embora deslumbrada com os avanços tecnológicos e com o conforto produzido pelas máquinas.
• ¾ dos quadros de tonteira, labirintite, vertigem, desequilíbrio, são de fundo emocional. Também doenças afetivas como ansiedade, depressão e outros distúrbios psíquicos.
• 60% dos quadros diagnosticados como hipertensão arterial são, na verdade, pressão lábil (pressão que oscila à dor no peito e têm fundo psicogênico. O mesmo se aplica à dor no peito (pseudo-angina), colite nervosa, taquicardia, falta de ar, dor de cabeça, problemas alérgicos e dermatológicos.

domingo, 4 de julho de 2010

Geração perdida Y


Quem me acompanha neste espaço aos domingos (me emociona muito ao saber que são milhares de amigos e leitores e não só de Minas, graças exatamente ao site do O Tempo e Super Notícia), sabe que em outros artigos abordei o tema internet (nada contra a rede). Os multimeios: celulares, computadores, laptops e outros, podem ser uma arma terrível, mortal, doentia, como pode ser a "salvação" para quem faz o uso correto da internet como instrumento que alavanca o mundo seja no comércio, na indústria, agronegócio, prestação de serviço, ambiente escolar e de trabalho.
Mas como sempre advogo: Deus não criou adjetivos e sim substantivos! "Eis o Sol" e não adianta o ser humano chamá-lo de "bom sol" ou de "desgraça de sol", caso ele falte, a planta não cresce, e se ele for demasiado mata a planta! Ou energia atômica: se virar bomba mata 800.000 japoneses, se for combustível na usina de Angra dos Reis, ilumina 4 milhões de cariocas! Assim acontece com a internet se for instrumento de agilizar as comunicações humanas é um "bálsamo". Viciou, criou dependência, mudou o caráter das pessoas é uma droga! Daí meu choque ao assistir ao documentário, sugiro que acessem o GNT.doc "Geração Internet". Vou resumir:
1 - Tecnofilia: vício grave onde crianças, pré-adolescentes, adolescentes e até adultos se tornam dependentes se ficam mais de 2 horas por dia diante de telas e desenvolvem uma abstinência grave ao se "desconectarem" ou serem privados dos eletrônicos. E desenvolvem tolerância. O que ocorre também no alcoolismo, cocaína, maconha, crack e similares. As substancias químicas cerebrais que se alteraram são as mesmas: serotonina, dopamina, noradrenalina.
2- Cyberbullying: não bastasse ao bullying (apelidos depreciativos, insultos, perseguições a vítimas e excluídos em escolas e turmas) agora usa-se Orkut, Myspace, Facebook com severas ofensas, difamações com imenso prejuízo para as escolas, empresas, comunidades e até cidades pequenas onde "fofocoterapias irreais" e graves, traições conjugais, depreciação profissional, falsos roubos, homossexualidades forjadas por mentirosos virtuais e acobertados pela covardia do "anonimato virtual". Uma ingenuidade! Pois hoje há polícia, Justiça e leis severas para crimes virtuais. Lembrem-se "marginais virtuais", na internet não existe nem privacidade. Cuidado meninas que fazem strip virtuais: nenhum esconderijo é possível!
3- "Predadores virtuais": literalmente são caçadores de vítimas, em geral, belas meninas ou jovens homossexuais ou crianças indefesas com pedófilos sutis. O predador vai asfixiando suas vítimas com calúnias, montagens de fotos, photoshop, assédio sexual grave baseado em fatos virtuais depreciativos que "espalha" nas redes sócias.
4- Cyberstripper: jovens meninas, meninos novos de 7 a 16 anos em média, ao se apaixonar por um namorado virtual ou após consumo de bebidas ou drogas, usam as webcam, para se despir, masturbar, simular ato sexual. Em pouco tempo são expostos e humilhados nos "You-Tubes da vida". Prejuízo para o resto da vida (na escola, faculdades, futuros trabalhos), pois sempre terá sua intimidade violada e sujeita a censura pública.
5- Marginalidade em rede: adolescentes combinam brigas, espancamentos e ações psicopáticas. No documentário centenas de alunos de um colégio de alta classe, combinam de ir a um show de música e beber o máximo que pudessem para embriagar, tudo filmado para ir para You-Tube resultado: três hospitais de Manhatan (em Nova York) interditados para atender comas alcoólicos enquanto doentes graves em emergências. O resultado é a morte por falta de leitos e profissionais de saúde devido a sobrecarga de atendimento aos jovens bêbados e drogados. O trem suburbano que os levaram de volta ao seu rico bairro, todo vomitado, depredado e isso sendo enviado ao vivo pela internet!
6- Suicidas virtuais: jovens infelizes, depressivos, com pais complicados, vítimas de bullying ou ameaças de agressões reais em escolas, criam comunidades que ensinam a se matar de forma "light", sem dor, sem culpa!
Então, pais e professores, vocês sabiam sobre isso? Filho trancado no quarto e alunos com laptops fingindo fazer as tarefas, mas em namoros, sexos e outras promiscuidades, que num leve toque no teclado "desaparece" e volta a tela ingênua ou educacional.

Na próxima semana: O que fazer?
Coluna Eduardo Aquino para o Jornal Super Notícias publicada no dia 04/07/2010.

sábado, 3 de julho de 2010

CAPÍTULO IX: DOENÇAS: SOFRIMENTO FÍSICO, MENTAL E ESPIRITUAL




Já entendemos que equilíbrio é sinônimo de saúde e que paz de espírito é o estágio mais elevado que o ser humano pode alcançar quando corpo, cérebro, mente e alma entram em perfeita harmonia e integração.
Podemos deduzir que o inverso disso é a doença, que pode surgir de duas formas: pelo processo original ou adquirido. No primeiro caso, processo original, temos as doenças familiares genéticas e congênitas (por má formação durante o desenvolvimento fetal). No processo adquirido estão as doenças infecciosas: traumatismos por acidentes, intoxicações por álcool, drogas, cigarro ou por outros agentes externos e problemas ambientais – poluição, exposição a alterações climáticas, radiação. Essas são as doenças que acometem o corpo e o cérebro, a vertente física e material daquelas quatro dimensões.
Além delas, existe a vertente mental, as doenças psíquicas, que estão se tornando cada vez mais freqüentes e sinalizam não só a desarmonia cérebro/mente (psiquismo), como a relação corpo/alma.
Por isso, o sofrimento psíquico é atualmente a maior fonte de sintomas físicos e mentais que não têm sido facilmente diagnosticados por médicos, psicólogos, psicoterapeutas ou qualquer profissional que se propõe ouvir e tratar pessoas com doenças físicas, psíquicas ou espirituais. Isso porque, pela nossa formação humana e social, ainda não conseguimos universalizar a visão do ser humano e ter conhecimentos mínimos de suas quatro dimensões.
O médico clínico e os especialistas pesquisam o corpo com exames sofisticados. O neurologista e o neurocientista estudam profundamente o cérebro. Os psiquiatras e psicólogos buscam, com métodos diversos e muita teoria – freudiana, lacaniana, organicista, junguianos, além de outras – abordar a estrutura psíquica e mental. Finalmente, tendo como instrumento a fé, os religiosos (padres, pastores médiuns, místicos) tentam ligar o aspecto terreno e material à dimensão da espiritualidade, buscando entender os sofrimentos do ser humano.
Chegamos à conclusão de que, embora quase sempre bem-intencionados, “os curadores” têm sido malsucedidos, exatamente porque se tornaram muito especializados na sua área de atuação. E, como costuma acontecer com os mais radicais, prepotentes e dogmáticos, cada um crê só naquilo que aprendeu em sua formação. Precisamos, pois, somar nossos conhecimentos sobre o corpo, cérebro, mente e alma para podermos melhorar não só nossa capacidade para os diagnósticos, como também o tratamento e a prevenção das doenças físicas, psíquicas ou espirituais.
Doença é desarmonia, ausência de equilíbrio, falta de relaxamento e, assim, incapacidade de sentir prazer. Acometido por desprazer (que vai desde dores físicas até sofrimento mental) o doente sobrevive com muita dificuldade a cada dia, arrastando sua existência penosa e sofrida. Caberia a quem se propõe atuar na área de saúde prevenir, manter e preservar a saúde e não dar jeito nos sintomas, camuflando o desequilíbrio corpo/cérebro/mente/alma. Sintomas são “vitrines” de uma “loja” em desarmonia. Penetrar a essência, eis o desafio.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Capítulo VIII: SAÚDE: UMA NOVA VISÃO

Como vimos nos capítulos anteriores, estas quatro facetas do ser humano são tão intimamente ligadas e evoluem de forma tão una que, a partir do que estamos vendo, não se admite mais uma visão cartesiana (em separado) da existência humana. Por isso se introduz um conceito para definir o que seja saúde. É o estado de equilíbrio e plenitude entre corpo/cérebro/mente/alma que, funcionando harmoniosamente, busca adaptação constante nas relações entre o ser humano e seu meio ambiente, resultando numa sensação de paz de espírito e bem-estar.
Fácil? Não! E ai está o desafio que Deus nos dá a cada dia de nossa vida: buscar equilíbrio, mesmo tendo que enfrentar, a todo momento, mudanças internas (sintomas físicos), sofrimento mental (pensamentos ansiosos, sentimentos de tristeza e desesperança) e conviver com um mundo exterior sempre em transformação e em conflito: guerras, crises econômicas, excesso de informações catastróficas, mudanças climáticas, doenças ou morte de familiares, insegurança e violência urbana e outros problemas.
Mas eis a vida e a história na marcha evolutiva da civilização, cheia de percalços e conflitos, todos na busca pela sobrevivência. Infelizmente, ainda somos uma espécie contraditória, que não sabe usar o pensamento e a inteligência para a paz, a cooperação, a justiça, a verdade, e, principalmente, para o amor!
Resgatar a saúde é renovar nossas posturas. Nesse aspecto, bem-vindas as doenças do corpo e da alma, que nos propõem a humildade de podermos renascer das falhas e das imperfeições para uma vida nova e saudável.
Outro aspecto fundamental é recordar que fora anomalias genéticas ou congênitas (desordens na fase uterina) todos nascemos para a alegria e prazer. Mas os descaminhos, seja por influência familiar, cultural, religiosa, social, nos fazem perder a saúde. A vida artificial, o meio ambiente desfavorável, o impacto da rapidez tecnológica, o bombardeio de informações, a competitividade, o temor de não sobreviver a tanta pressão, mas principalmente os erros da forma de pensar sobre a vida – erros conceituais – acabam por interferir no nosso corpo, cérebro, mente e alma, nos roubando a saúde ao impedir a serenidade, a paz de espírito, o equilíbrio nas nossas relações internas e com o mundo exterior.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Capítulo VII: As duas dimensões energéticas: A Mente e a Alma

Anteriormente foi dito que as duas dimensões materiais – corpo e cérebro – são, por definição, finitas. Sujeitas ao desgaste do tempo envelhecem e morrem. Somos materialmente transitórios e a experiência da vida terrena é o espaço e tempo situados entre o nascimento e a morte biológica. Mas o que dizer das dimensões transcendentes, a energia mental e a energia da fé? Sendo energia, “nunca morrem”, ao contrário, se eternizam. Penso que toda a evolução da vida na Terra visa, cada vez mais, alimentar as dimensões energéticas, como se o grande objetivo fosse um constante incremento da CONSCIÊNCIA! A consciência é fruto da experiência mental, do acúmulo de sensações e da percepção. É o “dar-se conta” de tudo quanto existe no universo e – quem sabe? - até além dele. A mais recente teoria científica da física – A Teoria das Supercordas – pressupõe inúmeras dimensões e universos paralelos.
O acesso a consciências periféricas através de diversos métodos (drogas, meditação, regressão a vidas passadas e outros) demonstra o quanto ainda engatinhamos na compreensão do nosso potencial mental e espiritual. Estamos ainda no início da grande caminhada, cercados de mistérios e desorientados pela visão cartesiana da vida. Esta forma de enxergar o mundo, separando corpo-alma, matéria-energia, nos torna frágeis e vulneráveis. Atormentados por dogmas, culpas e ódios, não conseguimos corrigir injustiças seculares como fome, guerra e diferenças sociais gritantes. Estamos mais para bárbaros que para fraternos seres divinos.
Ai se fecha a visão do uno: a nossa matéria (vida biológica do corpo e do cérebro) é a base formadora e propulsora na nossa existência energética (vida mental e espiritual). É essa fusão que gera a consciência, a conexão de tudo o que existe. E, revelando o DEUS MAIOR, permite alcançar o grande objetivo de um vivente: chegar à consciência superior.