domingo, 31 de janeiro de 2010

TIMIDEZ AFETIVA E SOCIAL (Capítulo do livro V)





Item importante no dia-a-dia escolar


Na verdade, nós profissionais do comportamento humano, médicos em geral – principalmente o psiquiatra – psicólogos, pedagogos, professores, neurocientistas, pesquisadores, sociólogos, religiosos, podemos perceber uma coisa estranha: quanto mais os jovens e também os adultos têm-se tornado tecnofílicos (viciados em eletrônicos, TV, computador, vídeo games, internet, aparelhos de som, e outros), maior a dificuldade de comunicação entre as pessoas. Em casa, nas relações pais e filhos, marido e mulher, irmão e irmã, no trabalho, na escola, em ambientes sociais. Com isso surgem outros fenômenos, como o aumento do uso de bebidas, cigarro, drogas que vêm sendo usadas para “ficar numa boa”, socializar ou dar coragem de enfrentar a vergonha, o medo, a ansiedade, a angústia. Só que são alternativas desastrosas e podem levar á dependência, ao vício e a uma série de problemas físicos e psicológicos.

Outro fenômeno é do “namoro virtual”, em que as pessoas são superdesinibidas e audaciosas nas paqueras via internet, mas morrem de medo de se encontrar na vida real, ou perdem a graça quando esse encontro acontece. Não conseguem dar continuidade á relação: enjoam rápido, o diálogo esfria e a timidez afetiva vem á tona.

E há ainda o falar no celular. Duas pessoas são capazes de conversar por horas e horas usando o aparelhinho, mas, quando se encontram pessoalmente, falta assunto e a conversa, apenas em monossílabos, morre em poucos segundos.

Como explicar esses fenômenos? É um paradoxo. Quanto mais os meios de comunicação evoluem, menos as pessoas conseguem expressar a verdade de seus pensamentos, sentimentos e desejos. Ao invés da naturalidade e espontaneidade nas relações afetivas, do “olho no olho”, vemos mais é a relação fria, olho no vídeo, ou na tela, ou boca no telefone.

Na verdade, existem timidez e dificuldade de comunicação entre as pessoas desde a pré-história. O outro – namorado, cônjuge, amigo, irmão, colega de trabalho ou desconhecido – sempre significou um grande problema para mim – eu, você educador, ou qualquer um de nós, seres humanos. É que fazemos parte de uma espécie inteligente, mas por enquanto muito complicada – pois espero que daqui a milhares de anos possamos melhorar nosso comportamento e o grau de respeito ao nosso semelhante.

Mas, hoje, ainda morremos de medo de falar, dar opinião, errar, receber crítica, ser mal compreendido, ridicularizado, punido. Sofrer gozação, rejeição, ferir ou incomodar o outro com a nossa opinião. Enfim, temos medo do confronto, da reação do interlocutor! Cria-se o conflito mental: “falo, não falo”, “minto, não minto”, vai compreender, não vai compreender” e por aí afora. Outras vezes, jogamos xadrez psicológico. “Eu acho que ele acha que eu estou achando que ele...”. Ufa! Que Odisséia! Ô guerra inglória! Todo mundo infeliz, ora engolindo, ora vomitando sapo. E sinceridade, afeto que é bom, nada!

Por isso a idéia de fazer um manual e, alertar educadores sobre a importância de desenvolver as relações humanas com atividades prazerosas: fazer teatro, contar histórias, tocar um instrumento musical, acampar no mato, comer pipoca na praça, fazer trabalhos sociais, namorar. E ainda encontrar os colegas e amigos para falar de nossos sentimentos, medos, angústias e ansiedades. Para isso, por favor, desligue a TV, o vídeo game e o computador!

A timidez é inerente ao ser humano, embora uma pequena parcela – aproximadamente 5% - sejam extrovertidos por natureza ou temperamento – talvez um presente genético. Erradamente, esses alegres e expansivos privilegiados tentam incentivar os tremendamente tímidos com pérolas do tipo “deixa de ser bobo”, “vamos lá”, “qual o problema? “Estes “agraciados”, em geral, são líderes, empreendedores e bem sucedidos em tudo.

E os outros 95%? Bem, esses apresentam diferentes níveis de timidez. Temos a seguinte:

.. 0,1 – Quase não percebem que são tímidos;

. 1,0 – Um pouco tímidos, mas ás vezes escorregam e ficam sem graça;

. 2.0 – Ligeiramente tímidos, gaguejam um pouco quando entrevistados na TV, por exemplo.

Assim, o grau de timidez vai se elevando até atingir, por exemplo:

. 7.0 – Pronunciadamente tímidos. Nunca falam em público, suam as mãos., ficam vermelhos e nunca vão a festas e reuniões, mas paqueram na internet!

. 8.0 – Bochechas vermelhas, falta de graça constante, desajeitados. Evitam sair até para a casa de parentes, acham-se ridículos, têm baixa estima, falam para dentro, nunca levantam a mão em sala de aula. Adoram TV, computador e som.

. 9.0 – É fechado até com os pais. Evita e foge das pessoas e reuniões sociais. Lê muito, é inteligente, joga xadrez com o computador. Mas só responde com monossílabos ou expressões curtas (sim, não, oi, já vou, mais ou menos). Nunca namorou, nem tentou. Estuda inglês, mas não consegue falar. Faz o possível para não ser notado, nem ser convidado para nada e não receber ligações.

. 10.0 – Alguém conhece? É quase virtual. Todos sabem que existe, mas ninguém o encontra. É prisioneiro da pior prisão. Desconfia de si mesmo. É incapaz de falar de seus pensamentos, sentimentos e sonhos. Sente medo de tudo e de todos. Tem vergonha de ser desse jeito, mas não consegue ver outra forma de ser.


sábado, 30 de janeiro de 2010

F.10.0 – INTOXICAÇÃO AGUDA DECORRENTE DO USO DE COCAÍNA

Livro Eduardo Aquino: Manual do Educador Terapêutico: Continuação.

A . Os critérios gerais para intoxicação aguda (FLx.0) devem ser satisfeitos.

B. Deve haver disfunção de comportamento ou anormalidades perceptivas, evidenciadas pelo menos por um dos seguintes:

1) Euforia e sensação de energia aumentada
2) Hipervigilância
3) Crenças ou ações grandiosas
4) Ofensa ou agressão
5) Querelândia (falar sem parar)
6) Labilidade de humor (altos e baixos)
7) Comportamentos estereotipados repetitivos
8) Ilusões auditivas, visuais ou táteis
9) Alucinações, usualmente com orientação preservada
10) Ideação paranóide (mania de perseguição)
11) Interferência com o funcionamento pessoal

C. Pelo menos dois dos seguintes sinais estão presentes:
1) Taquicardia (ás vezes bradicardia)
2) Arritmias cardíacas
3) Hipertensão (ás vezes hipotensão)
4) Sudorese e calafrios
5) Náuseas ou vômitos
6) Evidência de perda de peso
7) Dilatação pupilar
8) Agitação psicomotora (ás vezes, retardo)
9) Fraqueza muscular
10) Dor torácica
11) Convulsões.

Um resumo da ação das drogas sobre o psiquismo, a partir das alterações produzidas na química cerebral.


Neurotransmissor
cerebral atingido
Função do neurotransmissor sobre o físico e o psiquismo
Resultado
A – DOPA (daí a expressão “dopado”). Transforma-se em DOPAMINA
1 – Aumento da senso-percepção/prazer (esse é o efeito buscado pelo usuário)
Sensação de bem-estar; aumento da acuidade visual, sonora, tátil, olfativa, gustativa. Alteração e ampliação da consciência. Vivências alteradas do tempo e espaço.

2. Alteração na parte endócrina e na motricidade
Alteração dos hormônios sexuais interferindo na libido, fertilidade e características femininas/masculinas determinadas pelos hormônios sexuais. Alteração da psicomotricidade – tremor, movimentos involuntários, lentificações, agitação, etc..

3. Alteração do aspecto volitivo (controle da força de vontade)
Tendência á postura passiva, reflexiva, baixa força de vontade, preguiça, tendência protelatória (adiar projetos), desvitalização, falta de ânimo, muito “parado” e pouco ativo.
B. SEROTONINA
1 – Ativação e desativação do “stress”
Controle da ansiedade, da impulsividade, irritabilidade, agressividade, desconfiança, ciúme, aprendizado, sono, apetite, sexualidade, função intelectual, idéias obsessivas.

2 – Atuação sobre o humor e emoções (sistema límbico)
Alegria/tristeza, medo, insegurança, culpa, sociabilização, raiva, etc..
C. NORADRENALINA
Vitalidade (energia)
Interesse, vivacidade, motivação, facilitação de raciocínio, destreza, capacidade de agir, controle do sono/vigília, manutenção da atenção/concentração, etc..

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

F.10.0 – INTOXICAÇÃO AGUDA DECORRENTE DO USO DE ÁLCOOL


Livro Eduardo Aquino: Manual do Educador Terapêutico.


A . Os critérios gerais para intoxicação aguda (FLx.0) devem ser satisfeitos.

B . Deve haver disfunção de comportamento, como evidenciada pelo menos por um dos seguintes:
1) Desnibição
2) Querelância (falar sem parar)
3) Agressão
4) Labilidade de humor
5) Atenção comprometida
6) Capacidade de julgamento comprometida
7) Interferência com funcionamento pessoal.


C. Pelo menos um dos seguintes sinais deve estar presente:

1) Marcha instável
2) Dificuldade em manter-se em pé
3) Fala ininteligível
4) Nistagmo (movimento rápido e involuntário do globo ocular)
5) Rebaixamento do nível de consciência (p.ex. estupor, coma)
6) Vermelhidão facial
7) Hiperemia conjuntival (olhos vermelhos)


F.10.7 – INTOXICAÇÃO PATOLÓGICA


A . Os critérios gerais para intoxicação aguda (FLx0) devem ser satisfeitos, com exceção de que a intoxicação patológica ocorra após a ingestão de uma quantidade de álcool insuficiente para causar intoxicação na maior parte das pessoas.

B. Há comportamento verbalmente agressivo ou fisicamente violento que não é típico da pessoa quando sóbria.
C . A intoxicação ocorre muito rapidamente (usualmente em poucos minutos) após o consumo de álcool.
D . Não há evidência de um transtorno cerebral orgânico ou outros transtornos mentais.


F.12.0 – INTOXICAÇÃO AGUDA DECORRENTE DO USO DE CARNABIÓIDE

A. Os critérios gerais para intoxicação aguda (Flx.0) devem ser satisfeitos.
B . Deve haver disfunção de comportamento ou anormalidades perceptivas, incluindo pelo menos um dos seguintes:

1) Euforia ou desinibição
2) Ansiedade ou agitação
3) Desconfiança ou ideação paranóide
4) Lentificação do tempo (uma sensação de que o tempo está passando muito lentamente ou a pessoa está experimentando um rápido fluxo de idéias)
5) Capacidade de julgamento comprometida
6) Comprometimento da atenção
7) Ilusões auditivas, visuais ou táteis
8) Alucinações com orientação preservada
9) Despersonalização
10) Desrealização
11) Interferência com o funcionamento pessoal.

C. Pelo menos um dos seguintes sinais está presente:

1) Aumento do apetite
2) Boca seca
3) Hiperemia conjuntival
4) Taquicardia

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O PENSAMENTO ATRAI COISAS NEGATIVAS?



O pessimista está mais atento ao que não dá certo, às dificuldades do dia-a-dia. Tudo na vida algumas vezes dá certo e outras não. Tudo tem um lado positivo e outro negativo. O otimista sempre vê alguma coisa boa, mesmo nos maus momentos. Tudo indica que as pessoas negativas realmente geram, em torno de si, campos de energia que parecem negativos, onde determinadas situações se tornam desfavoráveis. O otimista, ao contrário, pode viver situações em que consiga bons resultados baseados na energia positiva que gera em torno de si. Isso é algo ainda polêmico. Sem dúvida nenhuma, porém, quanto maior o negativismo, maior a possibilidade de as coisas virem a não dar certo.
O pessimista prepara o ambiente para um fracasso, porque ele próprio tem dificuldade em lidar com frustrações, imperfeições e erros. Ele projeta coisas negativistas, e tudo o que der certo é lucro. Já o otimista está sempre disposto a aprender com as experiências, independentemente do resultado. Tem grande capacidade de superação e, ao assimilar a frustração, cresce com os erros e frustrações. Por isso, o otimista não tem vergonha ou medo de projetar coisas boas.


P.S.:Faça contato pelo blog www.eduardoandradeaquino.blogspot.com e também no Twitter: www.twitter.com/eduardoaaquino.Aos que quiserem ser parceiros, peço que leiam meu livro: Bem Vindo a Vida, lançado pela Editora Sextante, sublinhando conceitos que julgarem relevantes. Este é o livro básico que em forma de romance, apresento minha visão do mundo.Pode se encontrado nas melhores livrarias do país, e também ser obtido via internet (submarino.com, americanas.com, leitura.com, etc..).





terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O PENSAMENTO ATRAI COISAS NEGATIVAS?



O pessimista está mais atento ao que não dá certo, às dificuldades do dia-a-dia. Tudo na vida algumas vezes dá certo e outras não. Tudo tem um lado positivo e outro negativo. O otimista sempre vê alguma coisa boa, mesmo nos maus momentos. Tudo indica que as pessoas negativas realmente geram, em torno de si, campos de energia que parecem negativos, onde determinadas situações se tornam desfavoráveis. O otimista, ao contrário, pode viver situações em que consiga bons resultados baseados na energia positiva que gera em torno de si. Isso é algo ainda polêmico. Sem dúvida nenhuma, porém, quanto maior o negativismo, maior a possibilidade de as coisas virem a não dar certo.
O pessimista prepara o ambiente para um fracasso, porque ele próprio tem dificuldade em lidar com frustrações, imperfeições e erros. Ele projeta coisas negativistas, e tudo o que der certo é lucro. Já o otimista está sempre disposto a aprender com as experiências, independentemente do resultado. Tem grande capacidade de superação e, ao assimilar a frustração, cresce com os erros e frustrações. Por isso, o otimista não tem vergonha ou medo de projetar coisas boas.


P.S.:Faça contato pelo blog www.eduardoandradeaquino.blogspot.com e também no Twitter: www.twitter.com/eduardoaaquino.Aos que quiserem ser parceiros, peço que leiam meu livro: Bem Vindo a Vida, lançado pela Editora Sextante, sublinhando conceitos que julgarem relevantes. Este é o livro básico que em forma de romance, apresento minha visão do mundo.Pode se encontrado nas melhores livrarias do país, e também ser obtido via internet (submarino.com, americanas.com, leitura.com, etc..).

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O EXCESSO DE MAU HUMOR PODE TRAZER ALGUM MALEFÍCIO? E O EXCESSO DE BOM HUMOR?


Uma pergunta interessante. O excesso de mau humor pode trazer muitos malefícios. A pessoa mal-humorada é alguém que nega a vida, os prazeres, tudo aquilo que o meio ambiente, o meio social e o meio afetivo podem propiciar-lhe. O mal-humorado é um selecionador de fatos ruins. Normalmente, este mau humor leva a dificuldade às relações familiares, sociais, afetivas e profissionais. Essa pessoa tem grande dificuldade de co-habitação e, por causa do mau humor, muitas vezes tenta punir as pessoas que a rodeiam pelo estabelecimento de um ambiente desprazeroso, mediante posturas agressivas, impulsivas. No fundo, a única pessoa prejudicada pelo mau humor é o mal-humorado, porque, para ele, nada na vida tem graça, cor, luz e vibração. O pior malefício é que essa pessoa será cronicamente infeliz.
Quando o mau humor é proveniente de doenças, como a depressão, por exemplo, pode ser tratado e curado; mas, se o mau humor for próprio da personalidade e do temperamento, essa pessoa terá uma série de dificuldades pela vida afora.
Já o bom humor é sempre bem-vindo. O excesso de bom humor só prejudica as pessoas que têm dificuldade de perceber que, em certos ambientes, nem sempre podemos ser piadistas.

POR QUE DE REPENTE “BATE” UM BAIXO-ASTRAL, UMA TRISTEZA, SEM NENHUM MOTIVO APARENTE? O QUE FAZER PARA TIRAR PENSAMENTOS NEGATIVOS E TRISTES DA CABEÇA!

A tristeza, o baixo-astral são sentimentos inerentes ao ser humano, ao mamífero em geral, que tem sistema de afeto ou límbico, ficando sujeito a tristezas. Em nós, seres humanos, a tristeza pode vir nos momentos em que experimentamos perdas, fracassos e frustrações, diante de situações existenciais difíceis, e vamos tendo aquela sensação de perda do elã vital, de desânimo, de impotência, de falta de energia vital; sensação de menos valia, de desesperança. Normalmente, tais pensamentos costumam desaparecer à medida que a pessoa se recupera da situação. Existem pessoas naturalmente negativistas. É uma questão de temperamento.
Para tirar os pensamentos negativos da cabeça, é bom partilhar o baixo-astral com familiares e amigos. Se o desabafo não for suficiente, será necessário procurar ajuda com alguém que possa distinguir uma tristeza ocasional de uma depressão, que exige tratamento médico e psicológico.
Quando a tristeza e o baixo-astral vêm sem motivo aparente, deve-se investigar a possibilidade de ser uma alteração mais profunda.
Nós, neurocientistas que pesquisamos o cérebro humano, sabemos que um erro do funcionamento cerebral pode ser um dos motivos que levam à tristeza e ao negativismo sem causa, que seria uma depressão maior ou uma distimia. Os processos de depressão endógena ou maior, ou de distimias, que são depressões mais leves, devem-se a alterações de substâncias químicas chamadas neurotransmissores cerebrais. Uma dessas substâncias é a serotonina.
Hoje em dia, associam-se diversos quadros depressivos, as tristezas patológicas, a uma causa biológica. Esses quadros, que antigamente se manifestavam depois dos 20, 30, 50 anos de idade, atualmente têm surgido em
Crianças, adolescentes e pré-adolescentes.

domingo, 24 de janeiro de 2010

CAPITULO IV:ENTENDENDO AS PRIMEIRAS DUAS DIMENSÕES: O CORPO E O CÉREBRO



Ou seja, a faceta material e biológica da vida.

Será que paramos para observar que somos tão transitórios, tão eventuais? Que comemos e bebemos “vida morta” (animais, plantas, minerais) e nela buscamos a “vida viva” (proteínas, gorduras, carboidratos)?
Percebemos que somos seres que têm consciência de nossa finitude e essa consciência nos angustia? Que “morremos de medo” de tudo? A velhice, o câncer, a morte, a perda de familiares, a possibilidade de ficar pobre no futuro. Tudo nos amedronta. E lembramos que, de tanto dizer, “eu morro de medo de ...”, deixamos de viver?
Pois quem “morre” a cada instante – e a causa mortis é a preocupação desnecessária – nunca tem uma vida plena, como aqueles que têm uma visão mais otimista e são capazes de dizer “eu busco ser feliz”. Este é o caminho. Mesmo compreendendo que ao nosso redor sempre existirão problemas familiares, profissionais, relacionais, sociais e financeiros.
Pois bem, amigos. Sinto dizer que nascemos, no aspecto biológico e material, para morrer. Todos nós a seu tempo e da sua forma – doença, acidente, velhice. Dizem a física quântica e a matemática do caos que ninguém vai antes da hora. É o princípio da incerteza, dos fractais e da singularidade (desculpem, mas só os entendidos em física e matemática, compreenderão). Entretanto, arrisco-me a traduzir dizendo que “Deus escreve certo por linhas tortas”. E acaba que dá no mesmo. Existe uma lógica divina que explica cada fenômeno, cada mistério. È a fé que acolhe, acaricia e acalma as angústias existenciais. E vivemos perguntando: por que temos esta vertente material, as dimensões corpo e cérebro? Por que passamos por fenômenos tão típicos da vida biológica – dor, apego, envelhecimento, sobrevivência, desgaste, doença, morte?
Estamos num planeta chamado Terra, num universo onde matéria ocupa lugar no espaço e estamos todos submetidos às leis físicas e naturais, PRESOS NO TEMPO E NO ESPAÇO, para viver uma experiência única: evoluir através da vida material, biológica e terrestre.
Qual o papel do corpo e do cérebro? Alimentar constantemente, via transmutação matéria-energia, nossa mente e alma (as dimensões energéticas e não matérias da vida), ara que essa mente (mundo psíquico do pensar, sentir e agir) e essa alma (movida a energia da fé) ampliem a cada segundo nossa consciência de existir. Ao final, a falência biológica da nossa matéria – a morte – nos libertará desta prisão tempo-espaço. Enfim, se merecemos, ampliaremos nossa consciência em direção a Deus, atingindo o mais alto grau da percepção humana: a “LUZ CIDEZ” (lucidez) de nos reconhecermos, ao mesmo tempo, a parte e o todo
Quem já usou drogas ou chás do tipo Santo Daime, quem já sonhou (onirismo) ou pessoas sensitivas, sabem o que é: “quebrar a prisão tempo-espaço”. Sabem também que temos dois tipos de ampliação de consciência: as boas (good trips) e as más (bad trips). Céu e inferno, umbrais ou vivência de luz, não importa como queiram chamar as “viagens”. Importa saber que aqui se planta (vida da matéria) e lá se colhe (vida eterna).
Bem, já que as dimensões física e psíquica são inseparáveis, que tal cuidar melhor delas?


P.S.:Faça contato pelo blog www.eduardoandradeaquino.blogspot.com e também no Twitter: www.twitter.com/eduardoaaquino.Aos que quiserem ser parceiros, peço que leiam meu livro: Bem Vindo a Vida, lançado pela Editora Sextante, sublinhando conceitos que julgarem relevantes. Este é o livro básico que em forma de romance, apresento minha visão do mundo.Pode se encontrado nas melhores livrarias do país, e também ser obtido via internet (submarino.com, americanas.com, leitura.com, etc..).