domingo, 30 de maio de 2010

Pais desanimados e amedrontados, professores apavorados, profissionais de saúde impotentes: o crack venceu!

Coluna Dr.Eduardo Aquino para o Jornal Super Notícia de Belo Horizonte – MG do dia 30/05/2010.

Caso 1:
Criança de classe média inicia aos 8 anos o uso de bebida escondido com colegas de turma, em tarde de "sexualidade virtual explicita" nos sites pornográficos da internet. Aos 9, já usava maconha, matava aulas e, após apanhar, xingar pais, virar noites na rua, fuma o "crack" pela primeira vez. Hoje, aos 11 anos, com a sétima internação em Centros de Reeducação, oito boletins de roubo, tentativa de homicídios (agressão grave ao avô - o único que ainda tentava ajudá-lo e impor limite) já é um "monstro" que assombra a pequena cidade que mora. Nada teme, nada se arrepende, nada respeita. Acabará matando ou morrendo!

Caso 2:
Menina de 15 anos, dois abortos provocados, o primeiro aos 11 anos, o segundo aos 13, prostitui-se desde os 10, e usa oito "pedras" por dia; pai apanha da filha, é atacado por gilete e o Conselho Tutelar a interna num "abrigo" onde ela pratica sexo grupal com oito menores abandonados e vicia todos eles, que se tornam sua "gangue".

Adianta prender filhos em casa?! Não!!! Adianta achar que bons colégios, convívio apenas com "priminhos", colegas de rua que cresceram juntos garante segurança?! Não!!! Todos nossos filhos terão acesso a qualquer droga!!! E não é mais o "pipoqueiro de frente ao colégio" ou a "balinha" que o adulto dá de graça. Chegará até a sua casa via "crianças, primos, parentes" que você nunca imaginaria! Pergunto aos adultos em geral: Vocês preparam seus filhos e alunos para dizer "NÃO!" à inevitável oferta de qualquer das drogas disponíveis: bebida, cigarro, maconha, cocaína, crack, LSD, ecstasy e outras? Quais os argumentos usar?

Afinal, droga, sexo, violência, morte, assassinatos, suicídios, viraram coisas tão banais que passou a ser rotina nos noticiários, jornais, rádios, internet. E sempre ocorre com o vizinho, o primo, "os outros". Até o dia que o "inferno" bater à sua porta! Não escolhe classe social, credo ou raça. É a "epidemia do mal", em que não adianta orar, ser do "bem", trabalhador, honesto. Nosso pecado é a omissão, o medo, a falta de autoridade e, principalmente, a ausência de diálogos entre os atuais adultos e jovens: duas gerações divorciadas, litigadas com uma cada vez mais graves e profunda "incompatibilidade de valores, ética, respeito, comunicação". Falta afeto, amor, admiração mútua. Jovens, adolescentes e crianças, não percebem o grande valor da sabedoria - que nem escola nem faculdades os ensinarão que só a vida, sofrida, de quem caiu e levantou toda uma vida, ou seja, os pais e professores legam durante séculos e séculos de avô para pai, de pai para filho.

Sim, havia exageros: surra de vara, de cinta, de palmatória nas mãos. Mas e hoje, que punir alunos e filhos (e não digo a violência, pois esta será sempre detestável) é "crime"; como vivenciei numa escola, em que um aluno roubou celulares, desacatou diretora, depredou a sala e ao ser suspenso sete dias teve pais irados xingando os professores, Conselho Tutelar e Secretaria de Educação notificando a professora, a supervisora e a diretora que passaram a responder sindicância!!! Puniram as autoridades escolares!!! E o aluno? "Lugar de aluno é na escola" como diz o ECA e defensores da criança e adolescência (que fazem grande trabalho no que diz respeito à pedofilia, agressões e estupro de menores entre outros horrores, infelizmente cada vez mais comuns no dia a dia), mas que estão totalmente contra o bom senso nas comunidades escolares.

Assim, esse "tal aluno marginal" retorna no dia seguinte "cheio de moral" para se tornar um líder negativo, que confrontou e venceu a "luta" com os professores e autoridades adultas e ganhando a turma ao impor na comunidade a falta de limite, falta de educação, falta de respeito, falta de honestidade pessoal. Está criado um novo ser: o aluno rebelde, sociapata, usuário de drogas, furtos, homicídios, sei lá mais o que! Admirado pela maioria silenciosa de alunos e colegas e contaminando o bom futuro dos passivos colegas.
Como reverter isso? Na próxima semana, o tema é estímulo e resposta.

sábado, 29 de maio de 2010

As surras ajudam mesmo na educação dos filhos?



Infelizmente, muitos pais ainda acham que o medo, a dor e a tortura são mecanismos eficientes para educar filhos. É fundamental, como pai, estabelecer uma relação de punição com os filhos como forma de eles saberem que cometeram um ato indevido; mas a melhor punição não pela dor, tortura, medo ou chantagem emocional, e, sim, pelo merecimento. Ou seja , quando o filho merece, ele tem o que deseja: quando não merece, tira-se dele o que é prazeroso.
Por exemplo: quando o filho gosta de filme de Walt Disney e não obedeceu a uma ordem dada pelo pai ou mãe, chama-se esse filho e diz que ele não merece assistir ao filme. Como castigo ou punição, vai ficar sem ver o filme. E deve-se dizer mais, mostrando que o pai e a mãe não gostam de castigar, mas que toda vez que o filho não merecer, que desobedecer, vai ser privado de alguma satisfação ou prazer.
Ele, um dia, entenderá que tudo nessa vida é obtido pelo mérito, quando se age no sentido de construir, e não reagir, no sentido de destruir. Existem boas punições, aquelas que educam e conscientizam, dando um bom alicerce ao filho. Bater é ignorância. Um tapinha, até pode acontecer, mas a melhor forma de entendimento e crescimento é pelo merecimento, porque o merecimento não nos faz sentir pena nem dó, e não implica chantagem emocional. Quem merece tem. Quem não merece deixa de ter.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Pais muitos bravos, que não deixam o filho fazer nada, prejudicam esse filho?



Discordo dos pais repressores e bravos demais. Quanto menor o grau de informação, quanto maior a insegurança dos pais, maior também a braveza e a incompreensão. Quanto mais se é reprimido, maiores são as chances de não se saber como agir e usufruir a liberdade.
Tudo nesta vida passa pelo diálogo, por apontar o bom e o mau caminho. Cada um dos filhos vai seguir seu próprio caminho e, seguindo as orientações dos pais, saberá definir, por seu próprio arbítrio, que é bom ou ruim para si mesmo. Cada um é autor do próprio personagem.
É preciso que os pais confiem nos filhos, nos diálogos, nos conceitos e mensagens que passam para eles. Temos de ser amigos e companheiros de nossos filhos, para que eles dêem certo na vida. Não adianta defendê-los do mundo, criando-os numa redoma. Isso não é educar, é negar informação. Um dia, os filhos vão se confrontar com o mundo como ele é, com o lado bom e o lado perverso.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O que fazer diante de pais que não dialogam, que só brigam? Como estabelecer o diálogo com eles?


É muito mais fácil os jovens serem o instrumento da busca de um ambiente melhor e de um diálogo mais profundo. Em vez de ficar reivindicando, achando que os pais não conversam, é melhor que os filhos tomem a iniciativa de estabelecer a conversa. Chame seu pai e diga: “Eu não preciso apenas de uma boa escola e de uma boa roupa. Preciso de você ao meu lado. Eu te amo, pai. Gosto de você e o respeito, e gostaria de ter mais tempo, diálogo e sinceridade com você. Estou carente de diálogo de você para mim. Vamos começar uma outra proposta de vida”. Se for difícil fazer o pai escutar, escreva para ele, pois o importante é que o pai seja sensibilizado para mudar seu perfil.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Como lidar com os pais materialistas, que só pensam em ganhar dinheiro em prejuízo do relacionamento com os filhos?



É uma pena que as pessoas pensem que a melhor coisa da vida é o dinheiro. Não há dúvida de que o dinheiro é uma necessidade na sociedade moderna e capitalista, mas ele tem de ser uma conseqüência, e não uma motivação da vida. Tem de vir com nosso talento na profissão. O que adianta o dinheiro e o poder, se não se é feliz, se não se tem paz interior? O dinheiro é uma forma de obter as coisas. É importante ter patrimônio, mas também saber curtir e usufruir a vida. Geralmente, as pessoas que só dão ênfase ao dinheiro são infelizes nas relações afetivas, conjugais, com os filhos e no emprego, ficando viciadas em ganhar dinheiro. Acredito que um dos piores vícios na vida é o de ganhar dinheiro e obter mais poder em detrimento da felicidade, do afeto e do amor.
Caberia, pois, aos filhos, sensibilizar esses pais, dizendo que mais importante que o conforto material é o conforto afetivo, o tempo para um papo, para o lazer. Dizer da carência principal que existe: a de sentimentos, de afetos. Cartas de filhos para pais costumam dar bons resultados. Deve-se também buscar uma linguagem não-verbal: carinhos, abraços. Presentear com livros que abordam temas como vício de trabalho, a ilusão materialista, etc...
O dinheiro é para ser dividido, compartilhado. A melhor coisa do mundo é ter a sabedoria e o bom senso para libertar-se da luta pelo dinheiro, para preservar a relação que é eterna: o afeto, o amor e o carinho. Essa é uma herança que não se perde. Mesmo quando a vida acaba, a relação do afeto continua, por ser eterna em nossos cérebros e corações.
Sábios são aqueles que conseguem ganhar dinheiro e ainda ter uma relação legal com filhos, esposa, amigos, e com os empregados, os colegas de trabalho. Felizes são aqueles que fazem do dinheiro apenas uma forma de melhorar as relações, o amor e o afeto.

domingo, 23 de maio de 2010

URGENTE: JOVENS NASCIDOS NA INTERNET SÃO CONSIDERADOS “GERAÇÃO PERDIDA Y” (NASCIDOS NOS ANOS 80 E 90):

Coluna Dr. Eduardo Aquino para o Jornal Super Notícia de Belo Horizonte - MG - do dia 23/05/2010.

COMO A TECNOLOGIA CRIOU OS “PREDADORES”, CIBERBULYNGS, PSICOPAPTAS SEXUAIS E ATÉ SUICIDAS!!!

Nota do colunista: Estava com uma coluna pronta com outro conteúdo até assistir quarta a noite(19/05/2010) ao GNT o documentário “Geração Internet”. Foi tão chocante que escrevi esta nova coluna.
Quem me acompanha neste espaço aos domingos (que me emociona muito ao saber são milhares de amigos e leitores e não só de Minas, graças exatamente ao site do O Tempo e Super Notícia), sabe que em outros artigos nas quais abordei o tema INTERNET (nada contra a REDE), muito antes pelo contrário, já que ninguém a esta altura vai criar “roda quadrada”. Os multimeios: Celulares, PC, Laptops, e outros, podem ser uma arma terrível, mortal, doentia, como pode ser a “salvação” para quem faz o uso correto da internet como INSTRUMENTO que alavanca o mundo seja no comercio, na industria , agronegócio, prestação de serviço, ambiente escolar e de trabalho.
Mas como sempre advogo: Deus não criou adjetivos e sim substantivos! “Eis o Sol” e não adianta o ser humano chamá-lo de “bom sol” ou de “desgraça de sol”, caso ele falte, a planta não cresce, e se ele for demasiado mata a planta! Ou ENERGIA ATOMICA: se virar bomba mata 800.000 japoneses, se for combustível na usina de Angra dos Reis, ilumina 4.000.000 de cariocas! Assim acontece com a internet se for instrumento de agilizar as comunicações humanas é um “bálsamo”. Viciou, criou dependência, mudou o caráter das pessoas é UMA DROGA!!!
Daí meu choque ao assistir ao documentário, sugiro que acessem o GNT ,doc, Geração Internet e vou resumir:
1- TECNOFILIA: Vício grave onde crianças, pré adolescentes, adolescentes e até adultos se torman DEPENDENTES se ficam mais de 2 horas por dia diante de telas e desenvolvem uma ABSTINÊNCIA grave ao se “desconectarem” ou serem privados dos eletrônicos. E desenvolvem TOLERÂNCIA. O que ocorre também no alcoolismo, cocaína, maconha, crack e similares!!! As substancias químicas cerebrais que se alterou são as mesmas: Serotonina, Dopamina, Noradrenalina.
2- CYIBERBULYNG: Não bastasse aos bulyng (apelido depreciativos, insultos, perseguições a vitimas e escluidos em escolas e turmas) agora usa-se Orkut, Myspace, FacebooK com severas ofensas, difamações com imenso prejuízo para as escolas, empresas, comunidades e ate cidades pequenas onde “fofocoterapias irreais” e graves, traições conjugais , depreciação profissional, falsos roubos, homossexualidades forjadas por mentirosos virtuais e acobertados pela covardia do “anonimato virtual”. Uma ingenuidade!!! Pois hoje há policia, justiça e leis severas para crimes virtuais ! lembrem-se “marginais virtuais” , na internet não existe nem privacidade, cuidado meninas que fazem strip virtuais nem esconderijo possível.!
3- “PREDADORES VIRTUAIS” : literalmente são caçadores de vitimas em geral belas meninas, ou jovens homossexuais ou crianças indefesas com pedófilos sutis. O predador vai asfixiando suas vitimas com calunias montagens de fotos, photosop, assedio sexual grave baseado em fatos virtuais depreciativos que “ espalha “ nas redes sócias.
4- CYBERSTRIPPER: Jovens meninas, meninos novos de 7 A 16 anos em media, ao se apaixonar por um namorado virtual ou após consumo de bebidas ou drogas, usam as webcam, para se despir, masturbar, simular ato sexual. Em pouco tempo são “expostos e humilhados” nos a “YOU-TUBE da vida”. Prejuízo para o resto da vida (na escola, faculdades, futuros trabalhos), pois sempre terá sua intimidade violada e sujeita a censura pública.
5- MARGINALIDADE EM REDE: Adolescentes combinam brigas, espancamentos e ações psicopaticas. No documentário centenas de alunos de um colégio de alta classe, combinam de ir a um show de musica e beber o máximo que pudessem para embriagar, tudo filmado para ir para You-Tube resultado: 3 hospitais de Manhatan (em Nova Yorque) interditados para atender comas alcoólicos enquanto doentes graves em emergências resultaram em morte por falta de leitos e profissionais de saúde devido a sobrecarga de atendimento aos Jovens bêbados e drogados. O trem suburbano que os levaram de volta ao seu rico bairro, todo vomitado, depredado e isso sendo enviado ao vivo pela internet!!
6- SUICIDAS VIRTUAIS: Jovens infelizes, depressivos, com pais complicados, vitimas de bulyng ou ameaças de agressões reais em escolas, criam comunidades que ensinam se matar de forma “light”, sem dor, sem culpa!!

Então Pais e professores vocês sabiam sobre isso Filho trancado no quarto, e alunos com laptops fingindo fazer as tarefas e com namoros , sexos e outras promiscuidades, que num leve toque no teclado “desaparece” e volta a tela ingênua ou educacional.
Na próxima semana: O que fazer?


sábado, 22 de maio de 2010

Como manter um relacionamento legal e amigo com os pais?


Complementando a resposta anterior, ter um relacionamento legal é querer sempre ao nosso lado as pessoas de quem a gente gosta. No meu dia-a-dia, escutando pais e filhos, vejo como existem famílias com bons potenciais que se perdem em brigas e discussões, com mau humor e falta de compreensão entre seus membros. É importante ser mais do que irmãos. É importante que os irmãos sejam amigos, que os pais e mães sejam amigos dos filhos. Família é a grande base que nos ajuda e nos apóia pela vida inteira. Somente famílias saudáveis criam pessoas saudáveis. Famílias com relacionamento ruim vão criar pessoas que terão dificuldades diante da vida, criadas sem o maior nutriente do relacionamento humano – o afeto.