terça-feira, 24 de agosto de 2010

1.ANSIOLÍTICOS E HIPNÓTICOS (calmantes e indutores do sono) e NEUROLÉPTICOS

1. ANSIOLÍTICOS E HIPNÓTICOS (calmantes e indutores do sono)
Trata-se do grupo mais difundido. A substância básica é chamada de benzodiazepina, que deu origem ao Diazepan, Valium, Diempax e seus derivados. Por seu forte efeito sobre a ansiedade, desde os anos 60,70 tornaram-se muito populares. Mas geram fortes dependências e, embora combatam a ansiedade, quimicamente são depressores do S.N.C.. Devem ser usados com cautela, moderação e retirados com supervisão médica. Os mais conhecidos são: Lexotan, Olcadil, Lorax, Kiatrium, Dalmadorm, Rhypnol, Nitrenpax, Sonebon;


2. NEUROLÉPTICOS (tranqüilizantes maiores, antipsicóticos)
Trata-se de medicação usada principalmente nos pacientes portadores de esquizofrenia e desordem afetiva bipolar, nas fases de mania, e drogados em surto. Atuam sobre a dopamina, um neurotransmissor responsável pela sensopercepção.
São fortemente sedantes e usados em agitação psicomotora severa. Mas podem dar um forte quadro de impregnação, que parece com o quadro de Parkinson (lentidão motora, movimentos involuntários, tremor, excesso de saliva, marchar no mesmo lugar, inquietude, aparência de robô, falta de emoções). Os mais conhecidos são: Haldol, Amplictil, Orap, Neozine.

Ultimamente o prognóstico de esquizofrenia, que era muito reservado, tem melhorado bastante pelo lançamento da segunda geração de antipsicóticos, sem tantos efeitos colaterais (Ziprexa, Risperdal, etc..).

Continuação Capítulo XIV
“Medicação” – Mitos e realidade (psicofármacos)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Capítulo XIV:“Medicação” Mitos e realidade (psicofármacos)


Sempre foi delicado abordar o uso da medicação em psiquiatria. Isso se explica pelo pesado histórico dos procedimentos psiquiátricos em hospitais. Já houve de tudo. Eletrochoque, insulinoterapia e até lobotomia cerebral (extirpar uma parte do cérebro). Usava-se antipsicóticos imoderadamente, o que deixava os pacientes sedados e impregnados, semelhantes a robôs. Surgiu, então, o estigma das “colônias de loucos”, como ficou conhecido o Juqueri em São Paulo e as instituições de Barbacena, Minas Gerais.
Graças a Deus, houve grande evolução nos últimos quarenta anos, notadamente a partir dos anos 80, com medicações e métodos terapêuticos cada vez mais seguros e científicos.
Entretanto, a polêmica ainda persiste, principalmente por ser uma área onde atuam diversos profissionais, das mais variadas formações. Há psicólogos, terapeutas ocupacionais, terapeutas alternativos e muitos religiosos. Sendo assim, é importante frisar que toda medicação, seja ela homeopática, alopática, fitoterápica, provém dos mesmos elementos da natureza (carbono, lítio, nitrogênio, e outros).
Cabe aquele que prescreve ser “um bom alquimista”. Digo ainda que tudo no universo depende de bom senso e equilíbrio.
Assim tenhamos uma visão menos radical e preconceituosa. A medicação que atua sobre o cérebro ou sistema nervoso central (SHC) são basicamente de cinco grupos...


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Capítulo XIII:Os “Ajudadores” ou Relação Cura/Curadores

Nem sempre existe uma afinidade entre aqueles que buscam ajuda e os que se propõem ajudar. Na minha experiência de médico, vejo que não existe método, linha de atuação, regras ou exames objetivos que sejam 100% eficazes ou infalíveis. Ao contrário, nenhuma postura médica/psicoterapêutica/religiosa pode garantir eficácia para todos os que buscam esses “ajudadores”. Cada pessoa responde de forma única e individual aos métodos científicos e às técnicas de ajuda.
Na relação com o médico, terapeuta ou curador, o ser humano em sofrimento depende de inúmeras e surpreendentes variáveis na busca pela cura. São condições básicas para o êxito a empatia, a confiança e a fé. Mas há outros ângulos que devem ser observados. Deve haver uma boa comunicação entre as partes, além de coerência, disciplina e vontade de melhorar. Muita responsabilidade, humildade e perseverança para atravessar as fases difíceis, principalmente a fase de adaptação aos remédios ou períodos normais de recaídas durante o tratamento.
Nenhum curador é milagroso ou infalível. Nunca se pode esperar que pessoas tão diferentes em temperamento, cultura, família ou raça obtenham resultados semelhantes. Assim, opiniões do tipo “se eu fosse você, faria assim ou assado” não são oportunas e podem comprometer o processo de cura.
Cada pessoa responde a um tratamento ou a um profissional de forma única. Cada um dos pacientes é único e, como tal, tem seu ritmo próprio, sua forma individual de reagir à medicação, à abordagem psicoterapêutica, à aliança e relação médico/paciente.
Aprendi também que existem pessoas com grande capacidade de cura e não são profissionais de saúde: curam com palavras, presença, oração, carisma.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Capítulo XII :Como sair do sofrimento físico/psíquico/espiritual



Voltamos a lembrar neste capítulo, que a dor na alma (depressão), síndromes da “pensação” doentia (estresse, fobias, pânico, desordens obsessivas-compulsivas), dependência de drogas e outras alterações comportamentais constituem oportunidade única para uma revisão existencial. Eis o motivo de estar sempre alertando meus clientes de que a doença, bem como a medicação, pode ser a pior ou a melhor coisa do mundo. Depende do ângulo de observação ou do grau de maturidade de cada indivíduo.
É preciso compreender que sintomas, lesões e disfunções são, na verdade, um alerta da mente, do corpo e da alma de que não estamos bem-adaptados, satisfeitos, plenos e equilibrados em nossas relações, familiar, profissional, social ou espiritual.
Por isso, gosto de dizer a mim mesmo e aos que me procuram: “Bem-Vindos! Procurem fazer do sofrimento a matéria-prima para um Novo tempo. Amadureçam. Procurem evoluir. Busquem os sonhos, a qualidade de vida. Busquem o tempo de ter prazer e a alegria, que são os maiores combustíveis da existência humana. Não queiram mudar o mundo, as pessoas. Parem de reclamar de tudo e de todos e busquem mudar a única coisa passível de mudança real: nós mesmos e nossa maneira de pensar, sentir e agir. Vamos ter a melhor fase da vida depois de tanta tristeza, estresse e erros na percepção do mundo”.
Mas vale o aviso: depressão, fobias, pânicos e quaisquer outros transtornos da mente, em geral, não constituem “frescura” , “piti” ou fraqueza de caráter. Busque ajuda com profissionais competentes, que “entrem no seu barco” e o ajudam a sair dessa tempestade, desse furacão de queixas, problemas e dificuldades. Chegar à terra firme, encontrar soluções exige maturidade e uma nova visão de si e dos demais.
Quando isso acontecer, você será brindado com uma sensação permanente de bem-estar, equilíbrio e alegria de viver. Tudo valeu a pena, ainda que vida seja uma sucessão ininterrupta de desafios numa busca constante de aprendizado, adaptação e aperfeiçoamento.
Diante da polêmica em torno do sofrimento físico e/ou psíquico vale considerar alguns pontos:
• Erram os médicos que são radicalmente organicistas – buscando apenas no plano biológico a razão de todos os males espirituais. Falta-lhes a visão psicológica, afetiva e espiritual.
• Erram aqueles psicólogos, psiquiatras, terapeutas que tentam explicar tudo baseados em aspectos puramente psicológicos, ambientais, familiares, relacionais ou sociais. Falta-lhes a visão neurocientífica, que é essencial para se entender tais sofrimentos.
Quando é identificado um fator objetivo, um quadro depressivo ou ansioso ligado a uma disfunção biológica, é fundamental interferir cientificamente, pois nem sempre basta o incentivo de familiares e amigos ou a força de vontade de quem sofre desses males. Ou seja, se a depressão ou ansiedade está ligada a alguma alteração nos neurotransmissores cerebrais, na serotonina, dopamina, noradrenalina ou, é preciso, sim, lançar mão de exames, medicação ou ecologia humana.
Nesse caso existe um “erro de funcionamento” que deve ser diagnosticado e tratado. Porém, sendo um problema mais subjetivo, como luto, perda financeira ou separação, muitas vezes o apoio psicoterapêutico é suficiente.
Não existe nem boa nem má experiência. Toda e qualquer experiência existe para ser aprendida e servirá como base de amadurecimento e evolução. E, como diria Gandhi:
“Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos, a consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora, lembraria os erros que adoram cometidos para que não se repetissem, a capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você o respeito aqui que é indispensável: além do pão, do trabalho, além do trabalho, a ação e, quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída”.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

8º Grupo – Retardo Mental - 9º e 10º Grupo

Capítulo XI
Resumo das principais alterações psíquicas (mentais) e comportamentais.


Que vai desde leve a profundo (F70-F79)

9º Grupo – Transtornos do desenvolvimento psicológico
Vai desde o transtorno da fala, linguagem e habilidade escolar, até ao autismo típico e atípico. (F80-F89)

10º Grupo – Transtornos emocionais e de comportamento com início na infância e adolescência (F-90-F-99)

Principais exemplos:

10.1 Hiperatividade: Crianças inteligentes mas que não conseguem concentrar-se ou prestar atenção, pois são superagitadas, dispersivas, incapazes de parar ou ficar sossegadas. Estão em constante movimento e não podem manter a atenção num só objeto ou assunto para desespero da família e da escola.

10.2 –Conduta: Postura de oposição e desafio. Não se socializam, estão sempre “aprontando”.
10.3 – Emocionais: Fobias (medos doentios) e ansiedade patológica. Exemplo: não suportam separar-se da mãe; rivalidade entre irmãs, ciúmes, invejas ...

10.4 – Social. Mutismo eletivo (calados para certas pessoas ou situações) falta ou excesso de inibição, além de outros.

10.5 – Tiques: motor (gestos repetitivos) ou vocais (repetições de expressão ou palavras).

10.6 – Emocionais-comportamentais (fisiológicos):
. Enurese (não controlar urina à noite ou de dia).
. Ecoprese (não controlar as fezes)
. Alimentação (pica – perversão do apetite ou do paladar); comer coisas estranhas - terra, fezes, secreções.
. Agressividade: sem sentido.
. Gagueira (fala desordenada).

O amor: esse raro e desejado sentimento, em vias de extinção



Não me arrisco a defini-lo. Afinal, desde que aprendemos que a fala é a única forma de tentar traduzir nossas emoções, desejos, raciocínio, grandes poetas, romancistas, filósofos, tentam nos explicar o que é o amor! E se eu perguntar a cada um dos que se dispõem a gastar alguns de seus preciosos minutos lendo esta coluna, tenho convicção, ninguém conseguirá usar as mesmas palavras ou conceitos para compreender o mais nobre, divino e desejado sentimento que cabe em tão poucas letras: A-M-O-R!
Então, quando assistia a um filme belíssimo, clássico, que denuncia o fim do cavalheirismo, romantismo e sensibilidade masculina e faz uma homenagem aos raríssimos homens, que são realmente capazes de encantar as mulheres sempre carentes e céticas, que alegam que tal "espécime" não existe mais; me deparei com uma das mais belas descrição de tal sentimento: "Qual a única resposta para as quatro perguntas que todo ser humano deve se fazer em algum momento de sua existência: 1) Do que é feito o espírito? 2) O que dá sentido à vida? 3) Pelo que vale a pena a viver? 4) Pelo que vale a pena a morrer? Eis a única resposta: O Amor!!!"
Carentes, infelizes, insatisfeitos, carregados de queixas, angústias, robotizados pelo trabalho insano, casamentos conflitivos, famílias divididas. Embriagados, anestesiados pelas drogas e mesmo que não sejamos conscientes das nossas procuras, nossos desejos somos um bando de humanos vagando sem rumo, mas sempre esperançosos e sonhadores de que numa dessas "esquinas da vida", pudéssemos ser acolhidos, surpreendidos pelo ombro amigo, o abraço eterno, o colo confortável, o "cafuné da alma" que só o amor pode nos brindar!
Ser amado e amar, incondicionalmente, generosamente, desinteressadamente. Sem pré-condições, sem exigências, sem contrapartidas. Apenas experimentar o êxtase indescritível, a serenidade absoluta, a paz de espírito que tudo pode, tudo crê, tudo acalma. Um estado de espírito que transcende qualquer efeito que nos assalta no cotidiano, contaminando nossas emoções. E dá-lhes raiva, ódio, ressentimento, inveja, ciúme, agressividade... Tão mais comuns, tão mais animalescos, tão mais disponíveis nos lares, no trabalho, nas ruas. Enquanto isso, um pulsar rítmico, um carinho gratuito, uma energia divina cisma em resistir ao "mundo cão" e com a sutileza de um olhar, a magia de mãos que se tocam, um meigo sorriso que emoldura o brilho de um olhar expressivo e então somos envolvidos pelo amor!
Abra seu coração, liberte sua alma, relaxe sua mente: o amor é contagioso, até epidêmico, para os que são puros, altruístas, generosos, compreensivos. Basta se libertar dos estereótipos, das máscaras sociais, da vaidade mundana, do apego à estética, ao poder, à matéria.
Mas concordo quando todos queixam de que não encontram o amor em nada e em ninguém! Ele se esconde exatamente onde nunca nos dispomos a procurá-lo: dentro de nós mesmos!!! E, se libertado, expande em todas as direções! Acredite...
Faça contato pelo blog www.eduardoandradeaquino.blogspot.com e também no Twitter: www.twitter.com/eduardoaaquino ou jornalsupernotícias.com.br (Coluna Eduardo Aquino).

Coluna Eduardo Aquino para o Jornal Super Notícia – Belo Horizonte – MG publicada no dia 15/08/2010.

sábado, 14 de agosto de 2010

7º GRUPO – TRANSTORNO DE PERSONALIDADE E DE COMPORTAMENTO EM ADULTOS (F-60-F69)

Neste item, vale frisar que personalidade – temperamento ou natureza – são características inatas. já nascem com as pessoas. Por isso, psicoterapias ou medicamentos não surtem o efeito desejado e os resultados de uma abordagem médica, farmacológica, ou psicoterapêutica têm suas limitações.
Exemplos mais comuns:

7.1Paranóia (sentir-se perseguido).
7.2 Sociopatia: postura marginal. Não seguem normas nem leis, “aprontam a vida inteira” na escola, na família, na sociedade; ineducáveis, frios, não sentem culpa e lesam qualquer pessoa, até os próprios familiares.
7.3 Impulsivo (até a agressividade).
7.4 Dependente.
7.5 Evitadores: fogem de qualquer contato com outros
7.6 Jogadores compulsivos (jogos de azar), cleptomaníacos (roubo), piromaníacos (incendiadores)...
7.7 Transtornos sexuais (fetichismo, exibicionismo, sadoma-soquismo, pedofilia ...).
7.8 Opção sexual: (homossexualismo, bissexualidade, etc.).
7.9 Simulação de doenças, entre outros expedientes em proveito próprio, como afastamento do trabalho.