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domingo, 22 de novembro de 2009

CADA UM DE NÓS TERÁ O MUNDO QUE FORMOS CAPAZES DE CONTRUIR, POIS A REALIDADE É AQUILO QUE PROJETAMOS PARA NÓS MESMOS


Reprodução Coluna Eduardo Aquino - Jornal Super Notícia.

Quando ouço as brigas, as discordâncias, os jogos do tipo “você acabou com a minha vida” ou ainda “sou infeliz por sua causa”, eu discordo imediatamente. E nisso as neurociências, a psicologia e a filosofia concordavam “cada um é sujeito de suas próprias ações, autor do próprio personagem, artesão do próprio mundo”, como disse um francês chamado Henry Ey. Chage. Sobre essa coisa boba e improdutiva, essa guerra de culpa infantil, esse “coitadinho de mim” e dramas das mais variadas situações vividas entre casais, pais e filhos, no trabalho, entre irmãos e por aí vai. Isso não se sustenta nem no exercício da fé, afinal CADA UM É DONO DO SEU PRÓPRIO ARBITRIO, cada um tem a liberdade de dizer sim ou não para cada oportunidade boa ou ruim que a vida oferece, e em um segundo lugar, não se sustenta nem na ciência mais sofisticada que é a física quântica que afirma “sou o que penso”. Isso mesmo, CADA UM DE NÓS CRIA NA PROPRIA MENTE UMA REALIDADE E VIVE NELA.

UM MESMO MUNDO, MAS DIVERSAS REALIDADES:
Eu tive um professor na época da minha residência medica que dizia “Se fosse se achar uma AMEBA, você será sempre uma AMEBA”. Ele dizia isso se referindo a um colega, que tinha tanta baixa estima, se depreciava tanto, que nas reuniões quase se escondia debaixo da cadeira de tanto medo, timidez, vergonha. E com isso ele se tornava mais e mais insignificante a ponto de não existir, não ser visível, realmente UMA AMEBA!
Sempre observei no meu atendimento clinico a REALIDADE DO DEPRESSIVO. Nas depressões graves e agudas, em qualquer parte do mundo, seja em Corinto, Cuiabá, Buenos Aires, Paris ou Tóquio, a mente depressiva (veja como o ser humano é universal) sempre fica pobre em conteúdo, o mundo fica preto e branco e tudo é ruim, tudo vai piorar, a pessoa não vê futuro, acha que vai falir, o “inferno é aqui” só processa o negativo e assim por diante. Aí fizeram um teste muito simples, passaram em diversos países mundo afora um filme em clinicas de repouso para esse tipo de paciente em que havia mais de 20 situações ótimas, positivas – grandes descobertas, pessoas que ajudavam o próximo, projeções de um mundo melhor daqui a 2-3 décadas – e no meio desse filme que foi projetado, duas noticias ruins. Pois bem ao terminar o filme, os deprimidos só lembravam das 2 coisas ruins e diziam “ta vendo o mundo não tem jeito”. Não adianta sol e céu azul, pois a realidade do deprimido é sempre nublada, com trovoada e tempestades. Precisa ser tratado para voltar a ser capaz de “ver outras realidades”.

A CADA DIA O MUNDO TRAZ MILHÕES DE POSSIBILIDADES DE REALIDADES, DAS PIOIRES ÁS MELHORES, E NÓS ESCOLHEMOS O QUE ACONTECERÁ:
Como vimos no caso dos deprimidos severos, por mais que o dia-a-dia seja positivo, prazeroso, estimulante, ele “cria uma realidade paralela e vive o pior dos mundos”. Afinal “pensar é igual a agir”, ou seja, o cérebro processa como real, o que a mente imagina. Assim as angustias, culpas, idéias de ruína, o pessimismo é a realidade que ocorre a cada sofrido dia de alguém com depressão.
Mas o contrario é verdadeiro! Se estamos plenos de saúde física, psíquica e espiritual, nós é que temos a chance de escolher e viver a melhor realidade que aquele dia, aquele lugar, aquelas pessoas que estão ao nosso lado, merecem vivenciar. E todo dia isso ocorre com todos nós, embora não percebamos. Um exemplo: Quando uma pessoa olha-se no espelho e se acha feia e acha que acordou com o “pé esquerdo”, ela se sentirá péssima e parece que tudo dá errado. Na verdade o “olhar” dela é para as coisas ruins, feias, complicadas. Ela chega emburrada e realmente ninguém a comprimenta. O computador deu problema (e ás vezes acontece) e ela esmurra o teclado e reforça aquela realidade negativa e diz: “ta vendo que dia horrível” e assim será dia inteiro pois ela puxou para si apenas “a percepção negativa” complicada, difícil da realidade. Em outras palavras construiu a pior realidade para aquele dia, portanto colheu o que plantou.

QUANDO TUDO DÁ CERTO: SERÁ QUE EXISTE UMA ENERGIA QUE CONDUZ AO SUCESSO?
Essa foi a grande questão levantada pelo livro e filme “O Segredo”. Será que existe a força do pensamento positivo? Tudo começa quando a autora documenta a trajetória de vida de pessoas bem sucedidas (não apenas materialmente, mas pessoas plenas, bem estruturadas na vida familiar, social e no trabalho). Havia uma coisa comum a todas elas; sempre foram otimistas, sonhadoras, persistentes, tinham fé, sabiam lidar com as frustrações e fracassos, e nunca desistiam de suas metas e ideais.
O segredo realmente é algo constatável por duas ciências, a física quântica e a matemática do caos. Vamos entender essa “energia do pensamento positivo”. A cada dia você liga o radio em casa, no carro. Simultaneamente existem centenas de “freqüências”, AM, FM,ondas curtas e outras. Digamos que cada “freqüência” (exemplo 98,5 ou 102,1 FM ou 630 AM) seja uma “realidade”. Aí você gosta de sintonizar uma radio ou uma freqüência que só dá noticia ruim, “filho mata pai”, “corrupção na policia”, “aquecimento global matará 50% das pessoas em 100 anos”. Pois é amigo, você fecha o vidro do carro, desconfia de cada moto no transito, seu coração dispara de medo, seu humor está irritado, você pessimista, e ao chegar no trabalho, seu colega que escutou a mesma radio reforça: “o mundo está acabando, salve-se quem puder!”. Agora imagine-se uma pessoa na FM 105,1, onde noticias boas acontecem o tempo todo; “2010 será ótimo, com crescimento, diminuição do desemprego, bom para os negócios!” ou “a família é essencial e quem tem uma boa base, vive mais e melhor” diz a pesquisa européia. Ai encontra-se com o amigo que também está sintonizado na mesma radio e sorriem: “Cara, que bom ter família ao lado!”, “olha, vamos fazer um negocio juntos, pois 2010 será ótimo, você está sintonizado?!” AGORA NÃO HÁ DUVIDA: existe essa ENERGIA, ESSA SINTONIA, ESSE PENSAMENTO POSITIVO, que nada mais é que a convergência de afinidades, que no caso do livro “O Segredo”, a autora chama de “Lei da Atração”. O certo é que luz atrai luz, treva atrai treva, o bom é caminho do ótimo, o ruim é caminho do péssimo.

EM 2010, QUAL FREQUÊNCIA VOCE QUER OUVIR, QUAL A REALIDADE QUE ESCOLHER PARA SI?
Pois bem, mais que um “Feliz 2010”, desejo aos meus amigos leitores dessa coluna, um punhado de FÉ misturado com ESPERANÇA, acrescido de VONTADE DE MUDAR, batido em meio a PERSEVERANÇA, com umas gotas de CONFIANÇA, uma colher de COERENCIA, uma fatia de SERIEDADE EM SEUS PROPÓSITOS e aquecido a muita HUMILDADE. Quando estiver pronto, mude a freqüência da sua vida, não dependa de nada e de ninguém para construir a história de sua vida, essa é uma tarefa sua! Mas compartilhe seus sonhos, seus sucessos com os que ama! Aí sim eu desejo um 2010 cheio de luz, paz, alegria e realizações!























sábado, 21 de novembro de 2009

A CIÊNCIA, A FÉ, AS DOUTRINAS DE CRISTO, AS RELIGIÕES EM GERAL: AONDE TUDO ISSO SE ENCONTRA?

Reprodução Coluna Jornal Super Eduardo Aquino.


Final do ano, festas, Natal, agitação, burburinho, compras, ceias, comida farta que sobra e é requentada (outros passando fome), amigo oculto, almoço de confraternização na empresa, festas familiares, uns odiando essa época, outros entusiasmados, fazendo decoração, assando as carnes, colocando luzinhas no jardim. Mas confesse, entra ano, sai ano, natais após natais e você está cada vez mais feliz, pleno e realizado?
Comemorando o quê? Sucesso no trabalho, conquistas materiais, o amor cada vez mais pleno no casamento, os filhos bem, passaram de ano, não usaram drogas? O time fugiu do rebaixamento, se classificou para a libertadores? Qual o sentido da ceia no dia 24, e o Natal do dia 25? Não esqueçamos: se os historiadores, teólogos, pesquisadores estão corretos, há 2009 anos nascia no Oriente Médio, Jesus Cristo!!!
O CRISTO DESEJAVA NOS PRESENTEAR?
Se 25 de dezembro, o Natal, tem um significado, este deveria ser o ato de refletir, perdoar, limpar a mente, o coração e alma de todos os sentimentos, pensamentos e ações que nos infelicita, nos angustia, impede que a plenitude reine entre nós. Então vamos serenar e homenagear os ensinamentos cristãos.
“Amai-vos uns aos ouros como eu mesmo vos amei”. “Não vos deixeis serem consumidos pela devassidão, embriagues e preocupações a cada dia”. “Perdoai as nossas ofensas assim como perdoamos aqueles que nos tem ofendido”. “A boca fala daquilo que o coração está cheio”.
Cristo era um doutrinador, um mestre que se propôs a nos ensinar sobre a natureza divina do ser humano. Dizia que não nos apegássemos as coisas da matéria, pois nosso destino era a eternidade, o descanso na casa do Pai.Que nossa doença e infelicidade era a contaminação do nosso espírito pelo poder, ódio, inveja por disputas das coisas terrenas tão ilusórias, passageiras, finitas. Que pena, 2009 anos depois e Ele deve na sua infinita paciência refletir: “Ainda não aprenderam as lições que lhes foi ensinada!” Curioso pensar: “Católicos, protestantes, ortodoxos, anglicanos, neopentencostais, espíritas, kardecistas, mórmons e todas essas subdivisões dos que se dizem “cristãos” nem mesmo se entendem! O que será do meu legado? Será que aprenderão a se respeitar?”.
“Amem-se uns aos outros, comuniquem-se, conjuguem dos meus ensinamentos, vivam em comunidade de forma cristã! Perdoem-se mutuamente! Afinal sempre eu Cristo, fui um homem comum apenas consegui escutar meu Pai, trazer uma outra visão Dele. Um Pai amoroso, generoso, misericordioso, que entende e perdoa nossos pecados e imperfeições!”. O Pai usou o seu filho, envolto num Espírito Santo para passar os ensinamentos aos seus irmãos aqui na Terra.

CIÊNCIA E FÉ: A CONVERSÃO
Como neurocientista sempre contestei a história de um ser que transformava água em vinho, andava sobre águas, multiplicava pães, tirava os maus espíritos de um mendigo e os transferia a porcos, que morreu e renasceu. Mas quando o dia 6 de março de 1994, me atingiu em cheio e fui “convertido” e senti a energia do espírito Santo me atravessar, entendi que Deus se revelava a mim pela ciência através de números, leis lógica, mas naquele dia EU APENAS O ACEITEI!!!
De lá pra cá, comecei o período mais árduo da minha vida (e Deus como tenho penado) ao falar sobre fé e ciência, tentar mostrar aos meus semelhantes o difícil caminho do desapego, da paz-de-espírito, rever conceitos de saúde, doença sofrimento, preocupações, angústias, medos. Aposentei da medicina, pois, não cabia mais em mim o desejo de através de ações nas áreas de educação, saúde, cultura e meio ambiente. Tentar passar aos meus filhos, minha esposa, meus familiares e meu público em geral, uma nova visão do sentido da vida material a busca aqui na Terra de evoluir, superando nossa pobreza de espírito, nossos pecados, nossos erros.
Saber que só na vida eterna é que colheremos desse semear o bem a cada dia, perdoar a cada minuto, reconhecer os erros a cada ação infeliz. E ao conversar com meu mestre Jesus Cristo, a cada dia, na intimidade entre eu e ele, seja numa oração ou numa conversa verdadeira a dois eu possa dizer: “Feliz aniversário e agradeço suas lições e sacrifícios, perdoe não só a mim, mas a todos os nossos irmãos em todo esse planeta, que ainda não compreendemos o seu legado!”
Feliz natal a todos vocês que me encontram neste cantinho do blog. No fundo do meu coração desejo que não esqueçamos o verdadeiro sentido desta data e “ que seja feita a vossa vontade, aqui na Terra como no Céu!.
FRASE DA SEMANANA
Orei, orei, e Deus não me deu nada daquilo que pedi.
Quando comecei a me revoltar percebi então que Ele me deu sempre e sempre tudo aquilo que eu precisava!



segunda-feira, 21 de setembro de 2009

CONFISSÕES DE UM MÉDICO QUE ACABA DE SE APOSENTAR:
A difícil decisão de encerrar o atendimento em consultório para se dedicar a ações e projetos na área de educação, saúde publica e meio ambiente.

Novembro de 2007, vinte e cinco anos de atendimento individual em consultório, quase trinta anos trabalhando com medicina - desde o voluntário que ficou 4 anos no Hospital João XXIII passando pela fase de estagiário no Hospital Geriátrico Paulo de Tarso até a residência no IPSEMG, depois medico lá mesmo, concursado do DASP, breve período como professor da UFMG e depois anos no PAM Carlos Prates, medico concursado do Centro Metropolitano de Saúde em Morro Alto, Núcleo de Neurociências, consultório particular, UFA!! 60 mil atendimentos e a constatação que consegui ajudar 7 a 8 em cada 10 pacientes que atendi (sim, fiz um trabalho estatístico para perceber meu potencial e deficiências, ajudado pela minha querida e saudosa mãe, lendo as respostas das malas diretas que enviei aos clientes diversos), projetos sociais nas áreas de educação, saúde, cultura e meio ambiente e, enfim, a difícil, polemica mas consciente decisão: Chegada a hora de “pendurar a chuteira”, despedir de um período de alegrias, decepções, sacrifícios, desafios e conquistas. Terminou aqui minha trajetória como medico de consultório. Aposentei.

COMO FOI MUDANDO O MUNDO, A QUALIDADE DE VIDA E O IMPACTO DESSAS MUDANÇAS NA POPULAÇÃO:
É isso, meus amigos, como mudou a rotina de vida de um medico desde os anos 80, anos 90, e principalmente no terceiro milênio. Tudo rápido, todo mundo sem tempo, a falência do afeto e um corpo humano cheio de sintomas. O estresse, a depressão, a insônia, o coração disparado, a tonteira, dor de cabeça, dor no corpo, obesidade, e mil e uma queixas. Já não existe uma faixa etária para aparecer tantos problemas. Crianças, adolescentes, adultos, idosos. É uma epidemia de mal-estar do corpo, mente e alma em qualquer cidade, país, lar e ambiente de trabalho.

POR QUE ESCREVO ESSA COLUNA, E AS RAZÕES DESSA DECISÃO DE PARAR COM ATENDIMENTO INDIVIDUAL:
O que me inspirou a “abrir meu coração” é que em cada evento que tenho participado (encontros, cursos, palestras, projetos em educação e saúde publica), em diversas cidades de Minas Gerais tem sido gratificante e ao mesmo tempo que exige muita responsabilidade, o fato de perceber um publico fiel, que não só acompanha essa coluna, mas que também escreve, manda emails, se sente confortada e identificada com os temas que abordamos: o ser humano, seus comportamentos, seus sentimentos, o funcionamento do seu corpo, a fé, a vida, os nossos relacionamentos no trabalho, em casa, com filhos, cônjuges e por aí vai. Mas principalmente as colunas sobre estresse, dicas naturais antiestresse, síndrome do pânico e depressão, geraram centenas de emails, pedidos de consultas. Então gostaria de esclarecer que jamais usaria a mídia, seja TV (quando estive com programa semanal na Rede Vida ou em programas onde sou convidado), seja rádio e agora na mídia impressa com esse fenômeno que é o Super (por isso sempre agradeço aos proprietários, editores e equipe do Jornal, com especial carinho e admiração ao meu amigo e parceiro Rogério Mauricio), como instrumento para me divulgar e aumentar minha clientela. Ao contrario, sempre tive agenda cheia, excesso de clientes e muita sobrecarga. Sempre que sou convidado vou a mídia, pois acredito que jornais, TV, radio, web, além da necessidade de informar sobre crimes, corrupção, esporte, política e economia, deveriam dedicar espaço para boas noticias, contribuir para o bem-estar usando linguagem lúdica, simples, compreensível , como instrumento que permitisse transferir CONHECIMENTO que beneficie a população, contribuindo para a educação, saúde, consciência ecológica e cidadã. Eu não só acredito nisso, como eu luto por isso!
E com uma sensação de alegria e gratidão que tem me acompanhado desde a primeira coluna no dia 07/07/07, que afirmo: É um verdadeiro milagre o que tem acontecido com essa nova proposta! Em cada cidade que tenho visitado, um imenso publico vêm com cadernos e pastas, onde carinhosamente colecionam as colunas, mandam para familiares e amigos, discutem em sala de aula ou no trabalho, o conteúdo, os temas e assuntos que abordamos neste espaço.

A DIFÍCIL DECISÃO: CONTINUAR A ATENDER UM A UM OU DEDICAR MEU TEMPO A UM TRABALHO MAIS COLETIVO E SOCIAL?
Todo esse resultado e um afastamento do consultório devido a problemas na corda vocal e virose severa desde junho/julho, me levaram a fazer um balanço do meu trabalho e a impossibilidade de manter consultório, palestras, fazer projetos e escrever livros. Chegou novembro e me lembrei da velha formula D=E+R, ou seja, toda decisão(D) equivale a escolhas (E) e simultaneamente, renuncias(R). Além do mais o peso da idade, filhos que requerem minha presença, uma esposa maravilhosa e o desafio de começar um novo tempo e novos desafios na minha vida profissional: treinar e transferir minha experiência para novos médicos, contribuir para melhorar as áreas de educação, saúde e meio ambiente, me obrigaram a decidir e escolher pelo trabalho coletivo, e renunciar ao atendimento individual. Sei que muitos dos meus clientes, a maioria que sempre me acompanhou em minha trajetória e luta por um mundo mais justo e fraterno onde o bem-estar e a paz de espírito sejam sinônimos de SAÚDE, haverão de compreender e apoiar. Como é natural que outros achem ruim o fato de não mais poder atendê-los individualmente. Nunca é fácil tomar decisões, e sempre seremos bem ou mal entendidos, elogiados ou criticados, mas como ensinam os índios; quando jovens somos guerreiros, quando adultos agricultores e quando chega a idade, temos que deixar como herança nossa sabedoria, exemplo e afeto, ensinando a “caçar” e a “semear”.

PROJETOS E NOVOS DESAFIOS:
Continuarei a acompanhar meus clientes através de pagina na internet, via emails, através dos meus livros e de outras formas de contato. Estarei presente em palestras, estou desenvolvendo ações e projetos em educação e saúde publica, escrevendo novos livros, e no futuro ministrando cursos sobre o comportamento humano. Com muito entusiasmo seguirei com esta coluna semanal no Super, onde não apenas fui bem acolhido, mas também incentivado a trazer um novo conteúdo para um órgão de imprensa que alcança todas as classes sociais.
Mas um dia, conseguirei realizar junto à minha família, aos grandes parceiros Henrique e Renato Salum, Gilberto e Mara Rocha, Roberto, Neuza, Renata, Aldo, Cyrillo, Helvio, Renata Amorim, Luciana Yumi, e dezenas de outros amigos e parceiros que homenageio através dessas pessoas, UM GRANDE SONHO: A FUNDAÇÃO CONSTRUTORES DE UM NOVO TEMPO! Voltada para a geração dos nossos filhos, netos, bisnetos, gerações que virão e habitarão um planeta onde o ser humano se dispa de tanta raiva, ódios, ressentimentos, invejas, apegos, vaidades, necessidades de poder, medos, angústias, culpas e outros sentimentos que só adoecem e infelicitam os seres humanos, e assim possamos resgatar a fraternidade, o respeito, a fé e a serenidade.
Recordo por fim uma frase que li em meu livro de cardiologia nos anos 70, quando era ainda um compenetrado estudante de medicina da UFMG: PARA QUE UM SONHO SE REALIZE, SÃO NECESSÁRIAS BASICAMENTE DUAS COISAS: PRIMEIRO, UMA GRANDE CAPACIDADE DE SONHAR, SEGUNDO, FÉ E PERSEVERANÇA PARA QUE ESSE DESEJO SE REALIZE!!
Que Deus me ilumine e dê a luz, a força, a graça, o amor, a coerência, fé e humildade para iniciar essa nova caminhada!

domingo, 20 de setembro de 2009

“BAIXO-ASTRAL”, ANGÚSTIA, DEPRESSÃO:
Quando a tristeza é um sentimento natural, diante de situações de perdas, fracassos, decepções e quando se torna uma doença.

Quem é que nunca ficou mal, “deprê”, “baixo-astral”, “bodiado”, “down”? Atire a primeira pedra...A tristeza é um sentimento antigo que faz parte não só da natureza milenar dos seres humanos, mas também habita o mais ancestral dos mamíferos há milhões e milhões de anos na face da Terra. Quem nunca viu um cachorro triste, com o rabo entre as pernas, apático, sem querer se alimentar e só nos cantos? Ou relatos de depressão pós-parto em macacos, chipanzés, que perderam sua cria ao nascer? Mesmo os povos mais antigos, mas evoluídos na área da ciência, filosofia como os gregos, já descreviam há mais de 3.000 anos antes de Cristo a “MELANCOLIA”, um estado de apatia profunda, perda do interesse por tudo, isolado, negativista e com “manchas” (que em grego diz-se “colos”) “escuras” (em grego “melanos”) assim melancólicos além da tristeza profunda, apresentavam manchas escuras no corpo. De fato, muitos que têm a DEPRESSÃO CLÍNICA, observam “hematomas” sem que tenham caído ou esbarrado em algum móvel. É que, na depressão, uma fragilidade nas veias mais finas e superficiais, faz aparecer manchas escuras na pele. O que nos leva a afirmar que sempre houve tristezas e depressões ao longo da historia, e todos nós temos pessoas na família acometidas por esse quadro de intensa negatividade e perda da alegria em viver.

TRISTEZA: Sentimento incomodo, mas presente em situações de perda
Termino de uma relação afetiva, perda de um ente querido, perda do emprego, fracasso no vestibular, ou concursos, decepção profunda com amigos ou familiares, viuvez, traição afetiva ou profissional, falência financeira... Poderíamos listar dezenas de situações aonde as pressões que o meio-ambiente e os problemas reais ou imaginários que criamos exercem sobre o nosso sistema de emoções e estresse, local do nosso cérebro que nós médicos chamamos de SISTEMA LÍMBICO e tem a difícil missão de administrar nossos sentimentos, afetos (que vão desde a alegria, euforia, medos, ansiedades, inseguranças, culpas, até a tristeza, desconfiança e ciúme entre outros). Assim essas situações extremas podem provocar um “curto-circuito” e temos um “apagão” geral: somos invadidos por pensamentos pessimistas, idéias de ruína (“nada mais vai dar certo”, “vou falir”, “não vou poder cuidar dos meus filhos”), desesperança, desanimo, vontade de sumir ou até morrer. Prestem atenção: a tristeza vem como uma REAÇÃO a situações de perdas, luto, fracasso. Portanto, existe uma causa e uma situação existencial que justifica esse sentimento.
Assim passados dias ou poucas semanas, a pessoa vai reagindo, reanimando, e supera tal situação. Eis um panorama do que é o sentimento natural, uma resposta a situações negativas a que todos estamos sujeitos. IMPORTANTE: NÃO SE TRATA TRISTEZA COM MEDICAÇÃO, pois é uma “fase ruim”, que exige acompanhamento por familiares, amigos e até terapia em alguns casos, mas tem bom prognóstico.

DEPRESSÃO: Quando a tristeza é profunda, envolve a parte física, psíquica e pode levar a grandes alterações pessoais, familiares, profissionais e o risco de suicídio:
Quando uma pessoa sempre ativa, batalhadora, de muita disposição, de repente, sem um motivo aparente, muda e começa a ficar diferente, mais irritado, impaciente, queixoso, sempre cansado, apetite diminuindo ou aumentando, sono ruim – acordando de madrugada com preocupações exageradas, começando a se isolar, evitando sair, só vendo coisas negativas, queixando aperto no peito, dores no corpo, perda do interesse sexual, sem motivação, com idéias de suicídio (não em todos os casos, só nos mais graves), É SINAL QUE ALGO GRAVE ESTÁ ACONTECENDO!! Nestes casos, não é só tristeza ou angustia – que pode ser entendida como manifestação física da ansiedade e tristeza aguda- e que as pessoas descrevem como sensação desconfortável, asfixiante, de “aperto no peito”, ou uma bola na garganta, parece um “ataque cardíaco” e novamente os gregos é que descrevem –“angor” ou aperto no peito. Mas vimos a quantidade de sintomas no relato anterior mostrando que o “corpo foi atingido e a mente travou” e surgiu uma doença ou disfunção que chamamos de Síndrome depressiva, Depressão Clinica, Transtorno Depressivo Monopolar ou simplesmente “DEPRESSÃO”. Atenção, perigo! Depressão exige TRATAMENTO MÉDICO INTENSIVO POR ESPECIALISTA QUALIFICADO. Não se trata de “fraqueza espiritual”, ”frescura”, “coisa de quem não tem o que fazer”, “querer chamar a atenção”. NÃO! Depressão é uma das doenças mais INCAPACITANTES E PARALISA A VIDA DE QUEM É ACOMETIDO. ESTÁ PROVADO: não depende da vontade de sair desse baixo-astral, é um acometimento de substancias químicas do cérebro e os neurônios – “células nervosas” - perderam a capacidade de reagir prejudicando tanto o físico, quanto o psíquico e até espiritualmente! Sim, o deprimido perde a fé em tudo e em todos! Costumo comparar tal quadro a um carro: não adianta ser novo, conservado, ter motor potente, pois a “bateria pifou”. Não sai da garagem, não acende o farol, não toca CD, pois falta ENERGIA!!! E não adianta mexer no motor – procurar diversos médicos, já que dá muitos sintomas físicos e mascaram o quadro psíquico.

Vamos resgatar a alegria e o prazer em viver!!!

sábado, 19 de setembro de 2009

A SÍNDROME DA “PENSAÇÃO”:
Quando o pensamento dispara a paz vai embora.

Tempos modernos, vida agitada, celulares que não nos deixam em paz, insegurança nas ruas, chateação no trabalho, preocupação com as dividas... O que não faltam são motivos para “ficar com a cabeça cheia de problemas”. Assim cada vez mais as pessoas reclamam que não conseguem parar de pensar. Uma “pensação” que atrapalha o sono, dá mau humor, cansaço, irritação, impaciência e nervosismo constante. Pois é, o Ministério da Saúde adverte: Pensar muito é prejudicial à saúde.

MENTE HIPERATIVA, CÉREBRO DE PLANTÃO, SOFRIMENTO FÍSICO E MENTAL

A função mais nobre que a mente humana tem é exatamente pensar, raciocinar, usar a lógica. Tal ato exige um esforço imenso do cérebro, com um gasto de energia espantoso. Como um exemplo mais próximo, não é exagerado dizer que é algo parecido com o processo de transformar energia atômica em eletricidade, como se faz na Usina Angra II. Sendo assim, se usarmos mal o ato de pensar, criando problemas imaginários, preocupações sem sentido, excesso de medos, sobrecargas com problemas familiares ou no trabalho, excesso de informação, inevitavelmente haveremos de sobrecarregar o grande computador que Deus nos deu, o CÉREBRO. Esse órgão, o mais nobre e importante que temos começa a trabalhar com sobrecarga, sem descanso, 24 horas por dia . Sim, 24 horas! Existe uma regra na relação entre A MENTE E O CÉREBRO: PENSAR É IGUAL A AGIR!!! O pensamento emite uma imaginação que o cérebro acha que é um fato. Exemplo: se o filho demora a chegar em casa e os pais imaginarem, pensarem que ele foi assaltado, o cérebro reage como se aquela imaginação ou pensamento fosse um fato real e dispara o estresse, modificando a química do cérebro. Isso faz o coração disparar, entrar em alerta, perder o sono. Quando os pais começam a passar mal, o filho chega, apenas tinha namorado até mais tarde, mas os pais sofreram por duas horas e essa sobrecarga quanto mais acontece, ou seja, quanto maior a “pensação”, maior o dano físico e psicológico para quem preocupa excessivamente e não sabe relaxar. Neste acumulo de situações imaginárias e estressantes, é que está a origem das depressões, fobias, insônias, e diversas queixas físicas.

ENTENDENDO A EPIDEMIA DAS MENTES DOENTES DE TANTO PENSAR.

Os grandes problemas de saúde pública no século XXI, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), serão as alterações mentais e de comportamento, além do uso de bebidas, cigarros e outras drogas, como reflexo de tanto estresse, tanta pressão, e bombardeio dos meios eletrônicos – noticias alarmantes em TV, rádio, internet, jornais, celulares. O excesso de informação e nossa dependência e escravidão presos a um mundo urbano, transito caótico, pessoas agitadas, filhos hiperativos, competição no trabalho, conflitos no casamento, enfim, toda essa “loucura” que criamos e somos vitimas ao mesmo tempo, é que gera esse aceleramento mental que chamamos de “síndrome da pensação” Sem que tenhamos consciência, ou possamos perceber, somos viciados em noticias ruins, tragédias. Nos tornamos sádicos e masoquistas... “Vocês viram o caso do bebê abandonado?” “E o safado do Renan?” “Que absurdo o crime daquele menino arrastado no Rio...” “Viu o novo golpe chamado saidinha de banco?” “Cuidado com o assalto à ônibus, viu filho?” E no meio de tanta fofocoterapia, reprodução desse “mundo-cão” onde somos “urubus agourentos” atrás de manchetes cada vez mais angustiantes, animalescas em TVs, rádios, internet e jornais, como é que se faz para conseguir um pouco de paz de espírito, relaxamento nesse mundo em desencanto?

RESGATANDO O BEM-ESTAR, RENASCENDO PARA UM NOVO TEMPO:

Não queiram fórmulas mágicas, nem receitas de bolo, quando o assunto for administrar o estresse, prevenir as doenças afetivas – como depressão, pânico e outras – ou reverter os estragos que nós mesmos nos impomos no dia-a-dia ao cometermos os erros de pensar, sentir e agir no nosso ambiente familiar, profissional, afetivo, social, MAS PRINCIPALMENTE NO PLANO PESSOAL.
O que listarei a seguir são apenas situações e experiências para ajudar a repensar a forma de vida de cada um de nós e uma oportunidade de revisão existencial, mudança de comportamento nas pequenas coisas do dia-a-dia:
1. Preocupação: Volte ao exemplo que demos dos pais preocupados com o atraso do filho namorador. Agora reflita: projetar situações, sofrer por antecipação, enfim, o ato de preocupar, fará aumentar a segurança dele? Impedirá um acidente? Evitará o consumo de bebida ou droga? NÃO, NÃO e NÃO! Se preocupação fosse eficiente e prevenisse realmente os problemas, podem estar certo, a Terra seria um paraíso! Além de adoecer quem sente, a preocupação é algo altamente INEFICIENTE! Já uma oração bem feita, o exercício da fé, a entrega e confiança ao dizer “Vá com Deus” “Deus te proteja” “Seja feita a vontade Dele” e ir para a cama, dormir e no dia seguinte conferir o filho namorador roncando, isso sim é eficiente, “desocupar” a mente, e dormir em PAZ!
2. “A arte do DESAPEGO”: Se pudéssemos rever conceitos, se aprendêssemos a ver, mesmo nas situações mais adversas, uma lógica divina, afinal, “Deus escreve certo por linhas tortas”, deixaríamos de reclamar de cada decepção, e em cada queda extrairíamos as lições “CERTAS” que Deus nos envia. Com isso, seríamos menos apegados às coisas materiais, e não sentiríamos o medo de perder pessoas que amamos. Cristo nos ensinou que reencontraremos quem amamos na “casa do Pai e no Descanso Eterno”. Praticar mais o que falamos e oramos (e não apenas da boca pra fora), significa acalmar nossos corações e mentes, à medida que tivermos uma nova visão das mesmas coisas que antes nos alarmava no nosso cotidiano. Quando exercitamos a FÉ a cada dia, experiência após experiência, assimilando vitórias e derrotas, alegrias e tristezas, conseguimos, enfim, o conforto dessa FÉ. Entender que tudo passa e a vida é o ato de nascer, viver e morrer “para a vida eterna” e que nossas “pensações”, sofrimentos, preocupações não mudam o “tempo e os designios de Deus”, é evoluir no aprendizado de que cada um nasceu para escrever a própria história, passar pelos seus sofrimentos, viver o tempo que tiver que viver. Eis a “arte de viver e amar no desapego”.
3. A arte do relaxamento, ou melhor, resgatar as coisas simples da vida: Experimente desligar o celular, abrir mão das novelas e jogos de futebol na TV às 22h, voltar a praticar seu esporte, fazer uma caminhada, pegar um cineminha, ouvir as músicas que gosta, fazer um trabalho manual, ter um tempo para um bom namoro, ler um bom romance, jogar conversa fora, ter um bom papo com os filhos, sair para comer pipoca, sorrir, contar um caso antigo, uma boa piada, sair do quarto, da casa, da tela, ver a lua cheia, pescar, enfim, reaprender a ter uma vida mais simples e feliz!