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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Cinco desafios e cinco soluções para o empresário moderno


Qualidade de Vida do Empresário

1) Administrar o estresse:

Stress é reação normal e necessária que permitiu o mamífero dominar a terra. Aumenta em 10 vezes a agilidade, força, raciocínio quando enfrentamos uma ameaça real, desencadeando a reação “lutar ou correr”! Mas aqueles que erradamente ativarem essa reação criando “inimigos imaginários” sofrendo por antecipação, criando “problemas”, multiplicando preocupações, preparem para viver a cada dia o inferno existencial: mau humor, irritação, insônia, baixa produtividade, cansaço e por ai vai ...

Solução: Até que consiga mudar o conteúdo mental que ensinará a “desligar” e interromper as pensações ligadas ao trabalho e à empresa (aguarde as próximas cartilhas) comece a mudar imediatamente rotinas diárias que desencadeiam o mau estresse:
a) Elimine a cafeína de sua vida: O cafezinho, refrigerantes em geral, principalmente diet e do tipo cola, chocolates, chá-mate ou preto. A cafeína é o pior hábito e o maior desencadeador de quadros de folias, pânicos, insônia, irritação, impaciência. Atualmente o maior inimigo do bom humor e bem estar.
b) Exercício aeróbico diário: não importa se for caminhadas, corridas leves, natação (o melhor) ciclismo (ergométrica ou de rua). O exercício aeróbico faz os neurônios produzirem substâncias químicas – endorfinas, encefalinas, anandaminas por exemplo – que são os maiores anti-stress natural além de serem ÓPIOS com melhora do humor, disposição, memória, sexualidade sono entre outros. Aliás você já viu lixeiro mal-humorado, carteiro com dor nas pernas, vaqueiro com insônia?
c) Vício em tecnologia: celular, lap top, TV a cabo e a pergunta: Você é capaz de se desligar? É dependente desses instrumentos? Transformar essas ferramentas fantásticas em escravidão eletrônica é caminho certo para explosão do estresse.
Solução: A disciplina de horário de ligar e desligar celulares, TV, Internet, de tal maneira que os que querem falar com você passem a respeitar a relação hora de trabalho x hora de família, do lazer, do descanso. “Doutor eu não consigo ficar sem meu laptop e celular”! E eu pergunto “Como você sobrevivia na época do telefone fixo comercial e residencial?
Quer mais dicas anti stress? Pega o prospecto Ecologia Humanas – 26 Dicas naturais.

2) Tempo: mais que uma dimensão, o bem mais valioso a ser resgatado.
No mundo globalizado, rápido, tecnológico, nem percebemos no dia-a-dia a velha frase: “Estou sem tempo” “o tempo voou” “Cadê tempo”. Mas como diria meu avô Cocao de Abaeté – Dores do Indaiá no sertão mineiro: “Desde que o mundo é mundo, o dia tem 24 horas, o sol insiste em nascer no leste e se por no oeste, a cada 7 dias, temos uma nova lua e a Terra gasta 365 dias e 4 horas para dar uma volta completa em torno do sol. Então não é a natureza que endoidou e sim a mente do ser humano”. Graças a Deus, morreu sábio, feliz aos 94 anos e ainda nem havia a Internet, mas o nervosismo, a correria, a loucura do início dos anos 90 já anunciava o CAOS que se avizinhava.
Solução: Aprender algumas regras simples, e uma equação do bem-viver: D=E+R ou Decisões equivalem a saber Escolher e sendo assim simultaneamente Renunciar as outras opções. Exemplo: Ao invés de ficar zapeando na TV a cabo num troca-troca de canais, escolha um que estiver com a melhor programação para seu estado de espírito e assista do começo ao fim o programa, da MESMA FORMA aja com o tempo: eleja o que for prioritário, prazeroso e delimite tempo para o trabalho, para o sono, para o lazer, família,a vida social. Um exemplo da natureza: um mamífero gasta 30% do tempo dormindo, 30% caçando (“trabalhando”) e 40% do tempo observando as leis naturais, adquirindo conhecimentos para se tornar um melhor predador e aprendizado para não ser predado.
Tempo é a matéria-prima da sabedoria, e os maiores sábios, inventores, pioneiros que se tem notícia, eram pessoas que usavam o tempo a seu favor. Eis uma contradição: quanto maior o tempo gasto com informação (internet, TV, multimeios) menor o conhecimento adquirido - já que a informação cria dependência, é controversa, se baseia em formadores de opinião. Já a sabedoria impõe a necessidade de experimentar tentar e errar, tentar e acertar e assim criar o próprio conhecimento. Resgatar o tempo, ser dono dele, usá-lo de forma sábia, e aí estará um empresário bem sucedido existencialmente falando.

3) Sono: Recarregar as baterias para um novo dia:
O único mamífero que não consegue dormir bem, tem insônia é o ser humano. E dormir bem passou a ser um item tão essencial, que os que conseguem uma qualidade de sono sai na frente em qualquer profissão, na vida em família, na preservação do bom humor. Hoje sabe-se que o sono lidera em importância o item que mais nos defende contra a senilidade ou Alzheimer pois, a memória é absolutamente dependente do bom sono. O raciocínio, capacidade de trabalho, a tolerância, serenidade são conseqüências de quem concilia boas noites de sono. Como melhorá-lo?
Solução: Hoje as neurociências (estudo do funcionamento do cérebro) abriram uma nova área chamada cronobiologia: a relação entre sono/vigília, relógio biológico, fusos horários. Eis algumas regras.

a) Período ideal para se dormir: 22: 00 hs. A parte mais nobre do sono acontece entre as 23:00 horas e 3:00 da manhã. Horário máximo para acordar: 0:6:00 hs. Após esse horário aumenta o sono REM, que é o sono do sonhos, desvitalizador e depressivo.
b) Nunca dormir durante o dia ou finais de semana, sono que, ao invés de descansar, cansa.

c) Repouso de 40-50 minutos após o almoço: Para quebrar o ciclo bifásico sono/vigília.
d) Aos jovens recomenda-se não trocar o dia pela noite, principalmente nos fins de semana.Uma noite em claro requer sete dias para regular o relógio biológico. Se forem duas noites (sexta e sábado por exemplo), simplesmente haverá quebra do fuso horário. Equivale a ir a Tóquio e voltar no dia seguinte. Isso ocasiona mau-humor, dificuldade de aprendizado, irritação, agressividade, entre outros distúrbios.

4) Trabalho: prazer ou obrigação?

Pergunta simples, mas essencial, pois dependendo da resposta o seu cérebro pode estar se desgastando ou se renovando a cada dia. Tudo o que fazemos sob a pressão do estresse, das obrigações e deveres pressiona uma área do cérebro chamada Sistema Límbico, que coordena o stress e as emoções, e com isso perdemos substancias químicas, serotonina, noradrenalina, dopamina e da-lhe irritação, angústia, baixa produtividade, mau-humor. Em contra-partida quando sentimos prazer, satisfação, alegria nas atividades cotidianas, com a sensação de recompensa, nosso cérebro produz substâncias como endorfinas, anandaminas e outras que servem como um “dopping” natural nos fazendo extremamente produtivos, com ótimo humor, bem disposto o que resulta um nível de motivação, entusiasmo essenciais para o nosso bom desempenho.
Solução: ter a coragem de mudar, se renovar, corrigindo a nossa forma de trabalhar, recuperando a parte física e psíquica, revendo a opção em trabalhar naquele setor, se tem o dom para assumir a carga de ser empresário, se consegue conciliar o peso da responsabilidade com a maneira de lidar com família, com o lazer, com a vida social. Ficar atento com o vicio do trabalho – workaholic – que se torna dependente da vida profissional, dedica-se exageradamente às suas tarefas e sente culpa quando não está trabalhando. Atenção vício não combina com prazer!

5) O bom e o mau dinheiro: a arte de lidar com a vida material
Não basta ganhar dinheiro, é fundamental entender o papel dele na nossa vida: desde a habilidade de multiplicá-lo até a sabedoria de usufruí-lo. Vejamos o que diz um sábio bíblico – Eclesiastes. Um rei judeu que viveu há 3 mil anos atrás: “Bendito é o sono do trabalhador tenha ele pouco ou muito para comer, MAS A ABUNDÂNCIA DO RICO O IMPEDE DE DORMIR” (Eclesiastes 5.11). Eu que o diga, a quantidade de insônia que já atendi. Mas como ele define o MAU DINHEIIRO: “Vi uma dolorosa miséria debaixo do sol, as riquezas que um possuidor guarda para a sua DESGRAÇA – Caso essas riquezas venham a se perder em conseqüência de algum desagradável acontecimento se ele tem um filho nada lhe resta em sua mão. Nu saiu ele do ventre de sua mãe, tão nu como veio sairá desta vida, e pelo seu trabalho nada receberá que possa levar em suas mãos. E que vantagem terá ele por ter trabalhado para o vento? Todos os seus dias foram consumidos numa sombria dor, em extrema amargura. No sofrimento e na irritação “(Eclesiastes 5.12.16). Ta vendo: isso é a pior pobreza de espírito que existe – ter dinheiro que traz dor, amargura, sofrimento, irritação.
E como será que esse observador e sábio descreve o “bom dinheiro”? Basta ler o trecho Eclesiastes (5.17 a 18). “Eis o que reconheci ser bom: que é conveniente ao homem comer, beber, gozar de bem-estar em todo o trabalho ao qual ele se dedica debaixo do sol, durante todos os dias de vida que Deus lhe dá. Essa é a sua parte. Se Deus dá ao homem bens, riquezas e lhe concede delas comer e tomar a sua parte e SE ALEGRAR no seu TRABALHO, isto é um dom de Deus!” Fantástico repara que nada contra as riquezas, o comer e beber, os bens. A grande sabedoria é a ALEGRIA para lidar com a Riqueza.

Sugestão: Repensar sua vida e com humildade perguntar-se: Tenho alegria no meu dia-a-dia ou a dor, amargura, sofrimento e irritação tem sido a constante na minha vida, na minha empresa, na minha família? É hora de buscar um NOVO TEMPO em uma nova forma de viver!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O PRAZER DE TRABALHAR




O ambiente era agradável, e a fisionomia dos funcionários refletia isso. Havia um dinamismo, tudo funcionava num clima amistoso.
Adriana, jeito esperto, brincalhona
- Ô moçada, hoje ainda é dia 23 e á conseguimos alcançar 95% da meta...
Aplausos, assovio e o maestro Kleymond gerente competente e de resultados foi logo enquadrando a turma.
- 95 não é 100! Tratem de mostrar serviço pois, nossa meta é ultrapassar em 20%. Portanto faltam 25% para nosso objetivo.
- Mas ô Kley, é lógico que a gente chega lá, relaxa! Brincou o Soares.
- Lógica em vendas não existe, não é mesmo. Nosso tema é confiança, seriedade de propósitos e perseverança: resultado é conseqüência.
- É isso, vamos à luta! Arrematou a Adriana.
Às vezes uma piada, o comentário de um jogo, a gozação ou uma pegadinha servia para animar o trabalho, mas o que mais impressionava é que a produtividade era alta, cada um consciente das obrigações e deveres.
- 16:30, hora da reunião! Anunciou o Kley.
- Pô, nem vi o tempo passar, comentou o Zé de Paula. Rapidamente os 16 funcionários já colocavam as cadeiras em roda. A reunião era diária, durava 30 minutos e Kley dividia em avaliação do trabalho e na segunda etapa, problemas de relacionamento, sugestões críticas.
- Olha Kley, iniciou o dedicado Oswaldo, queria demonstrar que os custos com telefone, luz e acessórios de escritórios ainda estão altos.
- “Sugestões senhores e senhoras”, disse com seu jeito tranqüilo mas prático o gerente.
- Reaproveitar as costas dos papéis de relatórios errados ou antigos, sugeriu o Zé de Paula.
- Rever o plano empresarial, pois o mercado é dinâmico e estou analisando outras bandeiras e já encontrei uma tela com custos/benefícios que nos traria ganhos até de 28%/mês! Concluiu o Davi.
- “Como sempre digo a vocês: Elogio em público, crítica em particular – Parabéns Davi, é como eu sempre peço a vocês ter iniciativa, localizar algo que possa ser melhorado, buscar solução com autonomia. Vestir a camisa, agir como dono sentir-se um pouco dono. Gente uma salva de palmas! A turma aplaudiu divertida.
- Olha, lembre-se que não foi fácil mostrar a diretoria que a PL (participação no lucro) nos daria o prazer de a cada dia buscar o melhor de nós. Prazer no trabalho significa rendimento, bom-humor e resultado. Trabalhar sob estresse e pressões é adoecer, criar ambiente de irritação, conflitos, aversão! Arrematou o Kleymond
- Ô Kley, tenho aprendido muito com você e no meu TCC (trabalho de conclusão de curso) em Administração, minha tese será: Produtividade: o desgaste psíquico ou o estímulo como elemento gerencial.
- Puxa-saco! Zoou a Adriana.
- Homenagem justa, corrigiu o Zé de Paula
- Por falar em estímulo e gratificação interferiu o Kley, quero dizer que se ... que se mantivermos motivados e cooperativos, minha estimativa é que esse ano só de participação de lucro, teremos 3 salários a mais!
- Olha o meu carrinho aí, gente e após a alegria de abraços e assovios
- Todo mundo á postos, falta ainda 1 hora de trabalho, à luta equipe!
Quem assistisse a cena não acreditaria como pessoas tão diferentes, com distintas habilidades podiam funcionar como uma orquestra. Aliás, tendo o Maestro Kley dá para entender o que é gerenciar a alegria e satisfação e obter resultados.









terça-feira, 13 de abril de 2010

CASOS DE EMPRESAS:




Certa vez fui procurado por um empresário da construção civil. Reclamava da piora da mão-de-obra ano após ano, dizia que cada vez o número de funcionários que recorriam à justiça de trabalho crescia assustadoramente, mas a sua revolta, ou como ele disse o “quase infarto” ocorreu na sua última obra, um prédio de 10 pavimentos e 40 apartamentos de alto padrão na zona sul recém habitado, e houve uma saraivada de queixa dos proprietários: entupimentos, alagamentos de cozinha, banheiros, até que ao levar técnicos teve que quebrar paredes e constatar que os “peões” haviam propositalmente entupido encanamentos, vasos sanitários ou seja detonado a parte hidráulica.
O grande questionamento feito para mim um neurocientista, psiquiatra, pesquisador da natureza e comportamento humano, era a razão desse fato e como mudar essa postura cada vez mais comum nessa guerra patrão – empregado?
O comportamento humano, expliquei é ainda muito animalesco, típico de um mamífero qualquer. Uma experiência explica e soluciona este fato: se colocarmos um ratinho numa jaula, e se ele apertar o botão preto e tomar um choque e se apertar o botão branco e cair um pedaço de queijo, é lógico que ele se condicionará a só apertar o botão branco. Se de um lado está um estímulo prazeroso, gratificante, recompensador e de outro um estímulo desprazeroso, punitivo, que causa dor, naturalmente a tendência é buscarmos a recompensa e termos aversão ao que nos provoca dor, sofrimento. Ao terminar uma construção de “rico”, que o funcionário constrói, mas nunca terá, o único poder que lhe resta é causar sofrimento nos “ricos”, com um estímulo desprazeroso seja indo à justiça do trabalho ou entupindo a tubulação. Qual a estratégia a ser usada?
Como esse empresário tinha 2 outras construções em andamento, foi solicitado a escolher entre engenheiros e mestre de obras, os mais antigos, fiéis e de melhor relacionamento com os empregados.
No dia da reunião, eles foram convidados a se manifestar sobre a razão de tantos problemas seja na justiça do trabalho ou as sabotagens ao final das obras, o que sugeria revolta contra patrão, “sacanear” os ricos, reinvidicar “os direitos” já que só os patrões ganham muito e pagam um “salário de Fome” entre outros.
A estratégia seria o seguinte: tanto engenheiros quantos mestres-de-obras em conversas informais diriam que hoje diante de tanto problema trabalhista, as firmas estavam buscando no computador da justiça quais os empregados que entravam contra patrões e que no futuro, quem estivesse na lista não arrumaria mais trabalho pois, ficaria na lista dos encrenqueiros, e contariam que a indústria de móveis tinha falido pois, uma época todo marceneiro entrava contra as empresas. Elas não agüentaram faliram e o trabalho ficou difícil.
A segunda estratégia foi de estabelecer metas e prazos que se fossem conseguidos além das cestas básicas, haveria uma recompensa financeira, um extra, bem como se melhorasse a perda dos materiais de construção e que próximo ao fim da obra, além de um churrasco para todos, eles receberiam Certificado de bom funcionário e uma quantidade de carne para churrasco na sua casa.
Bem, não só houve uma redução impressionante dos problemas de justiça de trabalho, como também, “as sabotagens” desapareceram e a fidelização do peão à empresa além de fazer questão de apresentar familiares, amigos, vizinhos para vagas que se abriam. Moral da História: Ao buscar uma ajuda uma consultoria na área do comportamento e psicologia aplicada ao trabalho e modificarmos pequenos detalhes na relação empresa-funcionário, funcionário-funcionário, obtém-se grandes resultados práticos e melhorando a imagem da empresa, e produtividade e ambiente de trabalho.
Mudar o comportamento é melhorar o resultado.