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sexta-feira, 30 de abril de 2010

STRESS, ANSIEDADE, INSEGURANÇA, CULPAS, PRAZER E DESPRAZER


Nós temos um arquivo de memória genética, ontológica, a memória da humanidade, que leva a uma série de tempos anteriores.
A história de répteis e mamíferos tem a ver com traços de comportamento no nosso dia-a-dia. As características de comportamentos de répteis, herdados por nós, são a agressividade, defesa de território e necessidade de seguir liderança. Dois exemplos de agressividade humana são a Tensão Pré-Menstrual (TPM) e a despertada pela bebida alcoólica. As características mamíferas têm a ver com o sistema límbico ou sistema de emoção. São elas: o cuidado com a cria e a descendência, e o afeto. E exatamente o afeto que leva a comportamentos como o medo, ansiedade, apreensão, insegurança e angústia.
A ansiedade é normal a partir do momento em que ela é uma apreensão do desconhecido e se torna patológica quando o sofrimento é antecipado, caracterizando a ansiedade antecipatória. A hipocondria, a desordem obsessiva-compulsiva e a síndrome do pânico são exemplos de ansiedades patológicas.
A insegurança é a sensação do descontrole sobre as alternativas existenciais. Uma pessoa insegura é perfeccionista, tem a necessidade de dar certo o tempo todo.
Os sentimentos de perda, de temor e de tristeza são demarcados pela angústia. Tristeza é uma manifestação muito comum em momentos de perdas e se transforma em depressão quando você se torna progressivamente desanimado, negativista, perdendo a esperança e estima própria.
O medo é normalíssimo e se caracteriza por projetar a noção real do perigo. Mas existe o medo patológico, o medo fóbico. E fobias são medos irreais que fazem com que as pessoas fujam ou evitem o elemento fóbico, perdendo a liberdade, os convívios e relacionamentos. Algumas fobias modernas são o medo do futuro, fobia de pivete, medo da ruína, do fracasso, etc..
As doenças auto-imunes, as físicas e as da estrutura psicológica se dão por um erro de pensar, levando a um stress patológico, atingindo a parte do afeto. E é aí que o ser humano perde a energia vital, o interesse, o prazer e a capacidade de vibração.
O stress começa na evolução zoológica dos mamíferos e é um reflexo que pode ser atenuado pelo pensar. Só vai estar estressado quem não der conta de controlar o seu próprio pensamento, evitando o stress dentro de sua imaginação projetiva.
Nos últimos 600 anos, o prazer foi associado à culpa, à angústia e à ansiedade. Com isso, o nível de prazer nas relações sociais e familiares tem se tornado baixo. A culpa é fundamental nos processos de educação humana, mas, em excesso, caracteriza a desordem obsessiva-compulsiva, e a falta, caracteriza as psicopatias.
O comportamento assertivo é aquele que nos permite expressar o que sentimos de maneira clara, positiva, natural, simples, firme, sem deixar aprisionados recalques ou insatisfações. Esse comportamento diminui a propensão à depressão, ao stress e aos problemas físicos. E comportamentos podem ser modificados porque são adquiridos, e não inatos. Mudanças no comportamento melhoram o humor, ação, desempenho social, afetivo, profissional, etc..
O prazer é renovação de energia e nos leva a querer e a buscar um mundo de luz.

terça-feira, 27 de abril de 2010

DEPRESSÃO, ANSIEDADE E STRESS



Hoje em dia as pessoas tem se queixado de um número cada vez maior de problemas. Isso acontece porque o cérebro está sobrecarregado em relação à forma de pensar a vida, o momento, as estruturas familiares, o trabalho, os nossos dons e as nossas habilidades.

O stress é uma reação normal e necessária do organismo, que ocorre diante do perigo real e iminente. A modernidade alterou essa reação no homem, pois atualmente ele tem se estruturado mentalmente baseado em preocupações, gerando a “pensação compulsiva”. O pensar compulsivo faz com que o stress, que deveria durar poucos minutos, passe a durar horas, dias e até meses, tornando-se a maior fonte de adoecimento físico e psíquico, surgindo equivalentes depressivos, como as labirintites, gastrites, colites, taquicardias, insônia, angústias, fobias, etc...
O tempo é uma criação psicológica do homem. Era para ser uma dimensão, mas o ansioso transforma o tempo em uma coisa acelerada, buscando o amanhã inexistente, pois não há vida nem morte, começo nem fim: existe a eternidade. O deprimido pára no tempo, perde a energia e a possibilidade de prazer. Ele vive de culpas e sofrimentos passados, pois pensa nas coisas de forma distorcida, associando o prazer à culpa.
Existem algumas substâncias produzidas por nosso organismo que são capazes de diminuir o cansaço, o stress, regular o sono, aumentar a inteligência e a memória e estabilizar comportamentos herdados, como medos, inseguranças, angústias, culpas, ansiedades, irritabilidade, impulsividade, perfeccionismo, pensamentos obsessivos, cismas e desconfianças. São elas: a Serotonina e a Beta-endorfina.

sábado, 24 de abril de 2010

Neurociências


Mais que uma área de conhecimento médico, as neurociências constituem um vasto e infindável campo de conhecimento científico multidisplinar que passa por neurogenética, neurofisiologia, psicologia experimental, neurologia, psiquiatria e outros.
Ao associar conceitos de física quântica (física de subpartículas) , grafia, tomografia cerebral computadorizada, tomografia por emissão de positrows (antimatéria: elétron com carga positiva) Squibb – pesquisa de campo eletromagnético, matemática do CAOS (fractais) as neurociências revolucionaram através do estudo cientifico do cérebro diante das novas tecnologias – Mapeamento Cerebral Dinâmico, Magnetoencefalo.
Tudo isso propiciou uma revolução na visão da existência humana, trazendo descobertas e clareza em campos nunca antes explorados.
Cabe às neurociências:
1) Pesquisar o órgão mais importante o grande computador biológico e divino que é o CÉREBRO
2) Utilizar de tecnologia de ponta para entender as relações Cérebro (órgão material) com a mente (energia do pensar, sentir e agir_)
3) Revisão das diversas linhas psicológica (psicanálise freudiana, lacaniana, junquiana, como também existencialismo, Comportamental, Cognitiva e outras) para que não haja uma visão desnecessária entre o enfoque científico e as linhas de pensamento não só da psique humana, quanto das vertentes filosóficas, antropológicas, teológicas e qualquer outra que se proponha a finalmente casar corpo/alma, matéria/energia, fé e ciência.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

FÉ E SABER/RELIGIÃO E CIÊNCIA



A Fé e a espiritualidade são necessidades naturais do ser humano. È um erro afirmar que a fé é algo religioso, pois o efeito dela sobre o físico e psíquico é incontestável.
Sempre, em qualquer época da humanidade, o aspecto místico veio antes do lógico. As religiões precisam de compreensão e fé. A ciência se baseia na lógica, terminando onde existe uma relação de causa e efeito, e pode reforçar, contradizer ou explicar as experiências místicas.
A partir de dogmas religiosos, culturais, familiares, etc., relacionou-se a idéia de prazer à culpa, desconsiderando-se a natureza humana. Determinadas crenças e procedimentos levam à educação baseada na culpa e esta se sustenta na punição. A desordem obsessiva-compulsiva é uma síndrome ansiosa baseada numa vivência de culpa absoluta e insegurança constante, chamada fobia de dúvida.
Os dogmas religiosos contrariam os preceitos da natureza e aí surgem as grandes contradições entre religião e ciência. Pela imposição de dogmas, nossa juventude perde a fé na religião e ciência, nos pais, na política, na sociedade e, com isto, tornam-se pessoas altamente perdidas.
A melhor forma de punição que existe é a retirada do prazer, ao invés do desprazer pela dor. E toda vez que se provoca dor, cria-se uma aversão e não se educa. Merecimento é o único conceito que pode substituir culpa, dó e pena.
Muito da nossa criação, dos nossos dons e talentos são desenvolvidos quando estamos inspirados por uma vivência de prazer, de relaxamento e de êxtase. A vivência do prazer não está relacionada com o corpo, cérebro, órgãos e nem genitais, e sim em como se transcende aspectos corporais. Muitas pessoas desenvolvem uma aversão ao sexo, associando-o à culpa, à ansiedade e à angústia, justamente por não conseguirem transcender esses aspectos.

terça-feira, 20 de abril de 2010

ECOLOGIA E NATUREZA HUMANAS, ORIGEM DO SER HUMANO, TEMPERAMENTOS,

CICLOS INDIVIDUAIS, DONS E TALENTOS, MASCULINO E FEMININO, SEXUALIDADE, ESCOLHA PROFISSIONAL, CONVÍVIO FAMILIAR E SOCIAL.

Cada um de nós já nasce com um pré-enredo, mas na vida, vamos dar certo ou errado por méritos próprios. Se não conhecemos bem as nossas naturezas, não estamos bem adaptados às relações ou circunstâncias ambientais. O arbítrio, fator importante neste dar ou não certo na vida, só existe quando duas coisas são conjugadas: uma ótima compreensão da nossa natureza e das pessoas que nos rodeiam, e explicações para que se amplie a condição da nossa própria história. O arbítrio tem a ver com a índole, com a maneira de relacionamento, com o meio ambiente e com as frustrações de cada um.
Toda e qualquer psicoterapia funciona como um elemento que aumenta a percepção, onde se começa a rever atitudes e posturas e a abrir um leque de observação, não sobre si mesmo, mas também sobre as pessoas que o circundam. Pais e pedagogos bem informados seriam, na verdade, os melhores terapeutas.
Temperamento e personalidade são características inatas, sobre as quais o meio ambiente pode ter um papel facilitador ou dificultador, sem jamais determiná-las. O caráter é constituído de características adquiridas, provenientes do meio ambiente. Nele podem ocorrer mutações através de, por exemplo, alcoolismo patológico e uso de drogas. Talento e dom significam fazer com facilidade e de forma prazeirosa, harmônica e voluntária o que a maioria das pessoas faz com dificuldade e desprazer.
A natureza é feita de ciclos e o cérebro está sempre tentando fazer a leitura deles, mas o homem tem alterado os ritmos da natureza, optando pela modernidade e pelo artificialismo, em detrimento do natural, deixando-nos preguiçosos, mal acostumados e, muitas vezes, nos adoecendo. Existem 4 tipos básicos de temperamento que acompanham os ciclos ou ritmos naturais: 1) o sempre para baixo; 2) o sempre para cima; 3) o sazonal ou cíclico; 4) o obsessivo-ritualista.
No convívio familiar e social, percebemos que algumas pessoas optam pelo reconhecimento e pela busca de um espaço mais fechado. Outras têm uma necessidade enorme do convívio social, não conseguindo ficar presas em casa.
No aspecto profissional, por uma questão de temperamento, dom e talento, há uma necessidade de busca de novos espaços. Para isso, a pessoa tem que ser capaz de correr riscos e lidar com mudanças, com “o novo” e com os desafios do dia-a-dia.
Na natureza humana existem duas maneiras básicas das pessoas se relacionarem com o risco: com dificuldade diante dele, tentando se defender através da organização, detalhismo, tendência defensiva e ação; e com grande atração. Essas pessoas são inventivas, criativas, têm uma visão objetiva, embora às vezes sejam preguiçosas e proteladoras.
Houve épocas em que não havia separação entre o masculino e o feminino, mas a evolução fez com que as diferenças aparecessem e se evidenciassem. Atualmente existem mulheres, que mesmo gostando do trabalho doméstico, têm que sair de casa por uma questão de sobrevivência, ou por pressão da sociedade que cobra maior autonomia; outras trabalham em casa, cuidando do lar e dos filhos, sem a menor aptidão. Essa contradição gera conflitos no lar, fazendo com que as mulheres representem 60% das pessoas portadoras de depressão e ansiedade.
Hoje sabe-se que existem diferenças anatômicas e funcionais entre o cérebro masculino e o feminino. Sabe-se também que há semelhanças. Mas, sem dúvida, as características são complementares, por exemplo, os homens têm habilidade espacial e as mulheres maior resistência muscular e habilidade para tarefas manuais.


segunda-feira, 19 de abril de 2010

SONO


A cronobiologia é a ciência que estuda o relacionamento dos aspectos biológicos dos organismos vivos com o tempo. Existem dois tipos de relógio biológico: o ontológico, que já vem gravado no gene e está relacionado com o surgimento da civilização humana, e o relógio biológico individual, que é chamado de Ciclo Circadiano.
O bem-estar físico e psíquico é um arbítrio, uma escolha. Se contrariamos a natureza, ela nos derrota. O sono depois das 6 horas da manhã é improdutivo e depressor, tira o ânimo e a energia. Quanto mais se dorme após esse horário, mais se sonha. E quanto mais se sonha, mais se cansa. Quem gosta de dormir durante o dia precisa observar certos critérios, tais como o tempo de duração do sono, que não deve passar de 1 hora, pois a partir disso, se torna patológico.
A determinação de um sono bom é dada pela performance da pessoa no dia posterior. Existem muitos fatores que interferem na qualidade do sono e dos sonhos, como por exemplo, o uso de bebida alcoólica e luminosidade. As alterações do sono levam a um stress interno com modificação de neurotransmissores e algumas alterações graves no nosso desempenho diurno, tais como cansaço matinal, sonolência diurna, perda de concentração e memória.
A pessoa que dorme bem e tem sono saudável, consegue conciliar o sono entre 15 a 40 minutos após se deitar. Existem dois tipos de insônia: a insônia inicial, que é típica dos ansiosos, e a insônia terminal, característica dos deprimidos. Quadros depressivos e síndromes ansiosas podem ser tratados com modificações do relógio biológico que rege o sono.

sábado, 17 de abril de 2010

SONHO


O sonho é o guardião do sono. E o sono pode ser fisiológico ou patológico, dependendo do ciclo sono/vigília (hora de dormir e de acordar). Patológicos são aqueles que ocorrem quando acordamos tarde, quando há excesso de sonhos e a conseqüente perda de vitalidade e memória.
Trabalhamos apenas com 12% do poder do psiquismo humano e só utilizamos os outros 88% através dos sonhos, quando temos uma ampliação da consciência periférica que nos permite ter acesso a elementos que não pertencem ao nosso dia-a-dia. Durante o sonho não há um domínio sobre tempo e espaço, e o cérebro o interpreta como se fosse realidade. Para a física quântica, o sonho é a única “realidade real”.
O cérebro encerra experiências que transcendem qualquer tipo de conceito de tempo e espaço. Durante o sonho ocorre um aumento de neurotransmissores responsáveis pelas sensações e percepções, que começam a abrir portas de contato com essas experiências e, dependendo do estado de humor, podem ser “good trips” ou “bad trips” (boas ou más viagens). As boas significam sensações prazeirosas, paradisíacas, com melhora do humor diurno. As más viagens são os pesadelos, avisos de sobrecarga cerebral.
Quem tem pesadelo com freqüência precisa melhorar a qualidade afetiva e do humor, harmonizando o pensar, o sentir e o agir. E quem tem sonhos profissionais fatalmente irá cair no stress, pois o cérebro não descansa durante o sono.
Fatores como alimentos pesados à noite, uso de cafeína, medicações e poluição sonora interferem na quantidade e qualidade do sono e até mesmo na temática dos sonhos – que passam a ser desprazeirosos e angustiantes.