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segunda-feira, 1 de março de 2010

TESTAMENTO DE UM PAI PÁSSARO AOS FILHOTES QUE VOAM:

“Sendo a natureza, uma mãe generosa que nos ensina lições de profunda sabedoria e respeito ás leis divinas, me vi um dia lendo sobre os pais pássaros. Com extremo zelo, carinho e dedicação constroem seus ninhos o mais forte e seguros possível, com gravetos vindos de impensável distância. Ali chocam seus filhotes e uma vez nascidos, zelam por sua segurança enfrentando predadores terríveis, e os alimenta com o produto que guardam em seus próprios bicos e transferem para o bico dos filhotes, permitindo a esses crescerem e se fortificarem, preparando-os para a vida. Um dia, já pássaros garbosos e preparados, cabe exatamente ao PAI PÁSSARO, tomar uma atitude drástica: virar os próprios ninhos!!! Os filhotes que voarem finalmente libertos para ganhar o céu infinito, estão aptos para lutarem pela própria sobrevivência e futuramente construírem seus próprios ninhos. Uns poucos incapazes de voar – o que é a índole e essência da vida de um pássaro – despencarão tragicamente pelos desfiladeiros e abismos que a vida tem, e dentro da lei do merecimento que a natureza dita, morrerão por incapacidade de lutar, pela própria sobrevivência. É duro, triste, mas NATURAL e JUSTO!!!”

REFLEXÕES



1- Tristeza é um sentimento inerente ao mamífero em geral (cães, animais de zoológico apresentam este estado de humor) e em especial ao ser humano e muitas vezes ocorre em conseqüência a luto, perdão, fracassos afetivos, insucesso ou frustração de expectativas. Muitas vezes é necessário e pode até ser produtivo tanto numa auto reflexão, quanto produção artística, reinício ou mudanças existenciais. Tende a abrandar-se ou desaparecer com o tempo.

2- O individualismo, a falta de tempo, o vicio eletrônico, a carência afetiva, a solidão são indubitavelmente graves transtornos de uma sociedade globalizada, tecnológica, competitiva e infeliz afetivamente. Mas é a disposição de cada um de nós que deve agir no sentido de resgatar as relações afetivas e sociais perdidas.

3- Eu sempre afirmo que relacionamento é troca de energia. Se for parasitário, adoecerá, se for simbiótico criará dependência, se for mutualista beneficiará a todos que se relacionam. Buscar ser assertivo, verdadeiro, buscar o que temos em comum é mais produtivo que ficar mentindo ou brigando pelas diferenças.

4- Porque a sociedade nos treina para agradar aos outros, "ser para o outro" e dizer o que não pensa, expressar o que não quer. Isso é danoso para nossa mente e cria ambientes artificiais, relações imaturas.

5- O exagero da vida material, o avança tecnológico em detrimento do humano, do espiritual, das relações afetivas

6- Mergulhar em si mesmo, voltar a sonhar, ter metas e objetivos que inclua os valores afetivos, parar com esse automatismo e tecnofilia. Voltar a comunicar-se, a viver comunitariamente.

7- Perdemos a harmonia entre corpo- mente e alma. A luta para ser famoso, rico, adquirir bens. A pensação (o disparo do pensamento) o excesso de informações e a ênfase negativista delas criam um turbilhão de preocupações que nos adoece física e psiquicamente. Aí vem depressão, fobias, as “dores da alma”.

8- Faço um convite. Acesse o meu blog www.eduardoandradeaquino.blogspot.com e também Twitter: www.twitter.com/eduardoaaquino.Aos que quiserem ser parceiros, peço que leiam meu livro: Bem Vindo a Vida, lançado pela Editora Sextante, sublinhando conceitos que julgarem relevantes. Este é o livro básico que em forma de romance, apresento minha visão do mundo.Pode se encontrado nas melhores livrarias, e também ser obtido via internet (submarino.com, americanas.com, leitura.com, etc..).