A própria natureza nos ensina lições que infelizmente nos esquecemos no corrido dia-a-dia. No mundo atual fadigados pelo excesso de informação angustiados pelas más notícias que viciados, procuramos diariamente em nossas TV’s, Internet, celulares, jornais e toda forma de mídia disponível e infelizmente nos esquecemos das coisas simples e naturais com que Deus nos brindou: o afeto, o calor de uma família, os amigos, um bom papo, aquelas estórias dos tempos em que se “amarrava cachorro com lingüiça”, enfim, voltar a viver, resgatando a alegria, o prazer de chegar em casa – voltar ao ninho – e se sentir acolhido, aquecido, fazer cafuné, brincar com filhos, partilhar as conquistas, as paqueras, bater uma bola, aprender o dialeto dos adolescentes cheio de “paias”, “vazou a ficante”, “Zoado” e essas palavras estranhas que eles usam, além dos “VC, TB” e esses sinais internáuticos.
É hora de ser sábio, de dividir problemas, somar compreensão, multiplicar o prazer.
A família é a base de tudo, o começo de tudo. Se um dia te faltar tudo, não te faltará sua família, seu ninho, seu sangue. Então se pergunte: “gostaria de como pai, ser filho de si mesmo?”, “como cônjuge, gostaria de ser casado consigo?”, “como irmão, gostaria de ser fraterno de si mesmo?”. Pois é hora de recuperar nossa casa, nossos filhos, nossos pais, nossa família. E a grande revolução nas relações inter-pessoais começa dentro de cada um de nós mesmos. Dar uma “faxina de humildade” nos corações, mente, alma, expulsando dessas moradas sagradas, a poluição do medo, angústia culpa, irritação, raiva, inveja, enfim tudo aquilo que nos deixa infelizes e conturbam nossas relações. E então escrever a cada dia, uma história de vida, onde a cor, a fé, a esperança nos ilumine a existência dadivosa e divina, com que fomos brindados.

