terça-feira, 13 de abril de 2010

CASOS DE EMPRESAS:




Certa vez fui procurado por um empresário da construção civil. Reclamava da piora da mão-de-obra ano após ano, dizia que cada vez o número de funcionários que recorriam à justiça de trabalho crescia assustadoramente, mas a sua revolta, ou como ele disse o “quase infarto” ocorreu na sua última obra, um prédio de 10 pavimentos e 40 apartamentos de alto padrão na zona sul recém habitado, e houve uma saraivada de queixa dos proprietários: entupimentos, alagamentos de cozinha, banheiros, até que ao levar técnicos teve que quebrar paredes e constatar que os “peões” haviam propositalmente entupido encanamentos, vasos sanitários ou seja detonado a parte hidráulica.
O grande questionamento feito para mim um neurocientista, psiquiatra, pesquisador da natureza e comportamento humano, era a razão desse fato e como mudar essa postura cada vez mais comum nessa guerra patrão – empregado?
O comportamento humano, expliquei é ainda muito animalesco, típico de um mamífero qualquer. Uma experiência explica e soluciona este fato: se colocarmos um ratinho numa jaula, e se ele apertar o botão preto e tomar um choque e se apertar o botão branco e cair um pedaço de queijo, é lógico que ele se condicionará a só apertar o botão branco. Se de um lado está um estímulo prazeroso, gratificante, recompensador e de outro um estímulo desprazeroso, punitivo, que causa dor, naturalmente a tendência é buscarmos a recompensa e termos aversão ao que nos provoca dor, sofrimento. Ao terminar uma construção de “rico”, que o funcionário constrói, mas nunca terá, o único poder que lhe resta é causar sofrimento nos “ricos”, com um estímulo desprazeroso seja indo à justiça do trabalho ou entupindo a tubulação. Qual a estratégia a ser usada?
Como esse empresário tinha 2 outras construções em andamento, foi solicitado a escolher entre engenheiros e mestre de obras, os mais antigos, fiéis e de melhor relacionamento com os empregados.
No dia da reunião, eles foram convidados a se manifestar sobre a razão de tantos problemas seja na justiça do trabalho ou as sabotagens ao final das obras, o que sugeria revolta contra patrão, “sacanear” os ricos, reinvidicar “os direitos” já que só os patrões ganham muito e pagam um “salário de Fome” entre outros.
A estratégia seria o seguinte: tanto engenheiros quantos mestres-de-obras em conversas informais diriam que hoje diante de tanto problema trabalhista, as firmas estavam buscando no computador da justiça quais os empregados que entravam contra patrões e que no futuro, quem estivesse na lista não arrumaria mais trabalho pois, ficaria na lista dos encrenqueiros, e contariam que a indústria de móveis tinha falido pois, uma época todo marceneiro entrava contra as empresas. Elas não agüentaram faliram e o trabalho ficou difícil.
A segunda estratégia foi de estabelecer metas e prazos que se fossem conseguidos além das cestas básicas, haveria uma recompensa financeira, um extra, bem como se melhorasse a perda dos materiais de construção e que próximo ao fim da obra, além de um churrasco para todos, eles receberiam Certificado de bom funcionário e uma quantidade de carne para churrasco na sua casa.
Bem, não só houve uma redução impressionante dos problemas de justiça de trabalho, como também, “as sabotagens” desapareceram e a fidelização do peão à empresa além de fazer questão de apresentar familiares, amigos, vizinhos para vagas que se abriam. Moral da História: Ao buscar uma ajuda uma consultoria na área do comportamento e psicologia aplicada ao trabalho e modificarmos pequenos detalhes na relação empresa-funcionário, funcionário-funcionário, obtém-se grandes resultados práticos e melhorando a imagem da empresa, e produtividade e ambiente de trabalho.
Mudar o comportamento é melhorar o resultado.







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